Lummi Energia ganha vantagens com fornecedores de insumos graças a projetos simultâneos

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Em 2020, a Lummi, em parceria com a Hydrofall, foi a responsável pela gestão e engenharia do proprietário da PCH Macacos

A PCH Beira Rio, de 18 MW, da Pesqueiro  Energia S.A (PR),  situada no rio Jaguariaíva, a 52,86 quilômetros de sua foz no rio Itararé, que prevê investimentos de R$ 110 milhões,  é um dos contratos em execução da Lummi Energia (PR). Somente  neste segundo semestre do ano, a empresa desenvolve de forma simultânea quatro outros projetos de centrais hidrelétricas,  o que permite ganhos  com as sinergias e vantagens de negociações com fornecedores, justamente no momento em que os insumos estão em elevação.

O aumento desses custos , segundo  Daniel Faller, diretor da empresa,  muda muito a competitividade das PCHs e CGHs, especialmente para usinas que venderam energia nos leilões de 2019 e não iniciaram sua construção. “Esses agentes certamente terão de fazer uma ginástica para viabilizar os projetos dentro da tarifa que foi praticada, uma vez que o aumento do custo de implantação foi muito maior que a correção do preço da energia”, avalia o empresário

Conhecer os pontos fortes e fracos de cada fornecedor e encaixar esses aspectos nas especificidades de orçamento e prazo de cada projeto  têm sido a estratégia da Lummi que, desde a sua criação, em 2016, acumula  75 MW instalados de variadas fontes.

De acordo com Faller,  novos empreendimentos implicam maiores cuidados  na otimização dos projetos e, principalmente, numa gestão eficiente da implantação com objetivo de construir as usinas de forma rápida e segura, na medida em que o preço da energia não deverá acompanhar a proporção do aumento do custo. “Atualmente todos os projetos  têm em comum o desafio dos prazos de fornecimentos de insumos, não apenas os preços”, acrescenta. “A máxima agora é ser eficiente”.

Com um DNA  focado em hidroelétricas,  mais especificamente o mercado de CGHs, ao longo dos últimos anos  a empresa diversificou suas operações, passando a atuar  também  com as fontes solar, eólica, termoeletricidade e sistemas de armazenamento de energia.

Atualmente, a gestão e engenharia de proprietário para implantação de projetos de energia é sua receita carro-chefe, seguida pelo segmento de inteligência de operação e manutenção, junto com a área de eficiência na produção de energia. “Nos últimos anos temos buscado investir também em novos segmentos do setor elétrico, especialmente na parte de armazenamento de energia e produção de hidrogênio”, assinala o diretor Pedro Masiero.

Mesmo em um cenário de escassez de energia e com baixo crescimento econômico, Masiero mantém o otimismo sobre o ritmo de implantação de projetos. “Há muitas incertezas sobre a conjuntura econômica pós-pandemia. Todavia, é certo que haverá aumento de demanda de energia, e é preciso investir  para evitar novos problemas de escassez quando a economia voltar a crescer.  Nessa linha, o setor de energia deve ser o primeiro a ampliar os investimentos para colher os frutos da retomada. Sem energia segura e competitiva, nenhum outro setor cresce e se desenvolve”.

Ele observa ainda que no caso das CGHs, elas acabaram pegando uma carona com a energia solar e se posicionaram muito bem no mercado de GD. “Especialmente por se tratar de uma fonte muito complementar com a solar, acreditamos que existe ainda um espaço muito interessante para projetos de CGHs em GD”, avalia. “A grande dificuldade hoje está relacionada aos processos de conexão nas concessionárias, sendo que muitas delas acabaram criando barreiras técnicas em razão de serem contrárias  à expansão da GD”, completa.

Sobre o polêmico projeto de lei (PL) 5829/2019, que cria um marco regulatório para a geração distribuída de energia, Faller acredita que é preciso achar um meio termo entre as propostas que estão sendo discutidas. “Isso porque, de um lado,  é preciso, sim, manter a expansão dessa forma de geração de energia. Todavia é importante considerar que as distribuidoras compram energia a longo prazo, situação necessária para viabilizar projetos estruturantes”.

A GD , segundo Faller, está baseada integralmente em fontes intermitentes e sem projetos de geração de base, como grandes hidrelétricas, termelétricas e usinas nucleares, o país sempre estará vulnerável a situações como a atual.

 

 

 

 

 

 

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