Ministro de Infraestrutura prevê forte participação do investidor estrangeiro no programa de concessões do Brasil

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Ministro Tarcísio Gomes Freitas

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes Freitas, que participou de uma transmissão de vídeo ao vivo ao lado do presidente Jair Bolsonaro no Facebook, nesta quarta-feira, voltou otimista da série de compromissos que manteve nos Estados Unidos e Europa, quando apresentou a carteira de projetos do Brasil, que projeta ao menos R$ 217 bilhões em investimentos, pelas próximas décadas, nos portos, ferrovias, rodovias e aeroportos quer serão concedidos até 2022.

De acordo com Freitas,  o aumento do interesse é resultado de um esforço do governo para resolver os principais riscos que vinham sendo identificados pelos investidores, o que abriu as portas do país para a chegada de novos investimentos.

“Mostramos nossos projetos, mostramos como nossos projetos estão sendo estruturados e, mais do que isso, mostramos aos investidores que não trabalhamos apenas uma lista de projetos, nós trabalhamos um ambiente de negócios, porque os principais riscos que vinham sendo identificados pelos investidores estão todos tratados, e isso pegou muito bem. É sinal de que o investimento vai vir para o Brasil, o dinheiro vai chegar”, afirmou.

Na série de compromissos no exterior,  chamou atenção do governo o interesse de investidores estrangeiros nas ferrovias Oeste-Leste e Ferrogrão, que serão concedidas à iniciativa privada no ano que vem.

Freitas afirmou também que o governo está em vias de conseguir junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) a prorrogação do contrato da Malha Paulista, que vai gerar R$ 6 bilhões em investimento em ferrovias nos próximos 5 anos.

“O Brasil vai ser ligado, em pouco tempo, da Zona Franca de Manaus até Porto Alegre, no Rio Grande do Sul”. Antes disso, no entanto, informou que a Malha Sul deverá passar por repotenciação que inclui a ligação de Porto Alegre a Sumaré (SP), entre outras melhorias.

De acordo com o ministro, serão investidos nos próximos 4 a 5 anos de R$ 25 bilhões a R$ 30 bilhões em ferrovias, o que vai dobrar a participação do modal ferroviário na matriz do transporte brasileiro, hoje estimada em 19,5%. “É o maior programa  ferroviário dos últimos 100 anos”, disse Freitas.

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