Nova tecnologia eólica deve beneficiar negócios no mercado livre

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Sandro Yamamoto, diretor técnico da Abeeólica ,/Foto: Divulgação

Oitavo lugar no ranking de capacidade instalada do Global Wind Energy Coucil com a marca de 14,71 GW, em 583 parques eólicos e mais de 7.000 aerogeradores em 12 estados, o Brasil está no limiar de instalação de novos parques que devem entrar em operação em 2020 com uma nova tecnologia.

Atualmente existem cerca de 350 MW com mais de 10 anos de operação, os quais serão os primeiros a passar pelo processo de repotenciação, segundo informa Sandro Yamamoto, diretor técnico da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

“ A principal vantagem desse processo está relacionada com a possibilidade de investimentos menores que permitirão aumentar o tempo de operação do parque eólico e, dependendo da estratégia, avançar com negócios no mercado livre. E isso deve beneficiar igualmente os fornecedores de serviços em O&M”.

Conforme Yamamoto, a energia eólica avançou muito no Brasil e desde dezembro de 2017 já estão sendo vendidos aerogeradores com potência acima de 4 MW. Esses modelos são mais eficientes na medida em que possuem rotores maiores, acima de 150 metros de diâmetro, e possuem sistemas que permitem maior geração em comparação com os anteriores.  A  maioria dos parques eólicos comercializados desde dezembro de 2017  já deverão contar com aerogeradores acima de 4 MW.

Para conduzir esse processo, a entidade criou grupos de trabalho com foco em regulação, tributos, meio ambiente e também a operação e manutenção dos parques eólicos.   “A questão da repotenciação ainda está sob análise dos próprios investidores dos parques eólicos, em conjunto com os fabricantes dos equipamentos. As análises compreendem vários fatores como, por exemplo, se a opção será um retrofit ou descomissionamento com ou sem reinvestimento.
Tecnologia offshore

Tendência cada vez mais acentuada em países de tradição eólica, o Brasil ainda não possui uma Atlas Eólico Offshore, afirma Yamamoto.  De acordo com o executivo, o Brasil possui muito potencial eólico onshore (acima de 500 GW) a ser explorado nas próximas décadas. Porém é importante aprofundar os estudos da regulação, a análise das questões ambientais e o correto planejamento para a instalação das eólicas offshore.

“Entendemos que esse momento chegará e precisamos estar preparados, na medida em que a tecnologia offshore exige um grande investimento de tempo e pesquisa”, acrescenta.

Yamamoto adverte que a infraestrutura de instalação offshore é muito diferente, além dos serviços de O&M, provocando custos maiores para implementação e manutenção das eólicas offshore. “Existem empresas no Brasil como, por exemplo, a Petrobrás, com previsão de instalação de eólicas offshore que, além da energia gerada, irá contribuir muito para pesquisa e inovação.

Entre as regiões de maior atratividade de investimentos offshore no país, Yamamoto cita estudos que comprovam esse potencial no Nordeste (fonte:Petrobrás) e também no litoral do Rio Grande do Sul (Atlas Eólico do RS).

 

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