PCH Macacos dribla pandemia e entra em período de testes; unidade irá fornecer energia para comercializadora antes de atender o SIN

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PCH Macacos/ enchimento do reservatório

Nem mesmo a pandemia da covid-19 impediu o cumprimento do cronograma de construção da PCH Macacos que deve entrar em período de testes ainda na primeira quinzena deste mês de dezembro.

Com grande parte construída durante o período de emergência sanitária, a obra contou com uma apurada logística de entrega de insumos e equipamentos e de cuidados especiais entre os que fizeram parte do empreendimento, não tendo sido registrado nenhum caso de contaminação ou de afastamento por motivos de saúde.

A quarentena adotada em razão da pandemia da Covid-19 forçou a Fraga, empresa responsável pela construção, a adotar todos os procedimentos recomendáveis nessas circunstâncias, como o distanciamento e o uso de máscaras, segundo relatoua MODAL Maciel Scarsi, gerente de engenharia e comercial da empresa.

Ainda na última terça-feira foi iniciado o enchimento do reservatório em conjunto com o comissionamento da linha de 138 kV que fará a conexão da unidade, segundo  Rosmir de Oliveira, diretor-executivo da Pesqueiro Energia S.A, de Jaguariaíva (PR ), empresa proprietária da unidade.

Formada pela  Eletrogeração S.A., de Castro, (PR), pela  Cooperativa de Eletrificação Rural de Arapoti Ltda., sediada em Arapoti (PR) e a Ceripa Energia S.A. de Itaí (SP), a empresa teve 50% da energia comercializada no leilão A-6  de outubro do ano passado.

Com entrega prevista no Sistema Interligado Nacional em 1º de janeiro de 2025, a Pesqueiro, com a antecipação de conclusão da unidade, deverá fornecer energia para o mercado livre até dezembro de 2024.

A PCH Macacos está localizada entre os municípios de Sengés e Jaguariaíva (PR), no rio Jaguariaíva, e terá uma potência instalada de 9,9 MW. Seu custo está estimado em R$ 65, 56 milhões de recursos próprios dos investidores.

A maior dificuldade inicial da obra, que foi iniciada ainda em julho de 2019, envolveu o custo de implantação que foi considerado elevado para o momento e demandou muitos estudos para especificação e contratação de equipamentos e serviços, segundo relato de Daniel Faller, CEO da Hydrofall , empresa responsável pela gestão da obra.

De acordo com Faller, para alcançar a viabilidade econômica do projeto buscou-se estruturar o fornecimento de equipamentos e serviços por meio da contratação direta, de modo a evitar grandes pacotes. “Dessa forma foi possível contratar empresas competitivas e competentes para os diversos fornecimentos, o que garantiu o cumprimento das metas de prazo  e custos da usina”, acrescentou.

Faller deu ênfase ainda à seleção criteriosa das turbinas, fornecidas pela Weg.  Ele diz: “Para garantir o melhor desempenho de geração, buscou-se priorizar o rendimento em cargas parciais, dado que a usina opera a maior parte do tempo abaixo de sua potência nominal. Essa condição, aliada a implantação de sistemas  inteligentes para despacho e operação nos levam a acreditar que teremos uma excelente geração efetiva.”

Com fator de capacidade um pouco acima do padrão da região Sul com 9,90 MW de potência instalada, a PCH Macacos possui  6,00 MW médios de garantia física, condição alcançada em razão da boa condição hidrológica do rio Jaguariaíva., garante Faller.

Com a construção da PCH Macacos, a Pesqueiro vai elevar a sua capacidade de produção para 22,4 MW, atualmente limitada a 12,44 MW.  Sua primeira unidade, a PCH Pesqueiro, opera desde 2003 no mesmo rio Jaguariaíva. Em fase de audiência pública, a Pesqueiro prevê para meados de 2021 o início das obras da  PCH Beira Rio, de 18 MW,  que irá demandar investimentos de cerca de R$ 110 milhões.

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