PCH Tupitinga antecipa operações comerciais em três anos e aumenta TIR com venda ao mercado livre

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PCH Tupitinga/Divulgação

Único empreendimento da Companhia RPee Energia, criada por 12 investidores catarinenses, a PCH Tupitinga,  vencedora do Leilão A-6 de 2017, teve a sua antecipação comercial em três anos, o que permitiu à empresa aumentar a taxa interna de retorno (TIR) – métrica utilizada para analisar o percentual de retorno financeiro de um projeto – entre cinco e 10 pontos percentuais.
Estratégia

“Graças à nossa estratégia, fechamos contrato para a venda de energia no mercado livre até o início do suprimento para o mercado regulado, em  1º de janeiro de 2023”, disse a MODAL Rousty Rolim de Moura, diretor da RPee e sócio administrador da empresa Tupitinga Participações Ltda.

Com investimentos de R$ 3,5 milhões por MW, de 24 MW de potência energética, cuja energia média fica em torno de 10,47 MW,  a PCH Tupitinga está instalada no rio Santa Cruz, município de Campos Novos (SC).

Com 190 metros de queda d’água, a PCH possui um reservatório de  20,5 hectares de área total, resultado da soma do reservatório do rio Santa Cruz com 10.13 hectares, dos quais 9,11 hectares de área inundada, e o reservatório intermediário junto ao canal de adução com 10,22 hectares. Desde 30 de janeiro, a usina esta operado em sua plenitude, quando entrou em operação a sua terceira turbina Francis.
Empreendimento diferenciado

Trata-se de um empreendimento diferenciado, tanto pelo seu custo de instalação como pelo arranjo muito bem encaixado, diz Moura. Segundo ele, na tentativa de maximizar a queda devido a uma morfologia favorável existente, foi possível conseguir 184 metros de queda natural,  por meio de três canais e dois túneis. Somou-se a esta característica, a proximidade da subestação de conexão, da Eletrosul, em 138 kV, a apenas 3 km de distância.
Custo

Devido à altura de barramento, de apena seis metros, o volume de concreto ficou abaixo de 30% em relação a obras com potencial similar, acrescentou. “Como exemplo do desafio de sua construção, podemos compará-la com a UHE Campos Novos, mas compatível a um poder econômico para confecção de PCH”.

O empreendimento possui praticamente 70% em escavações e terraplenagens, com o restante em concreto, o que também reduziu o custo. “Numa relação de custo, o metro cúbico de concreto é praticamente 10 vezes maior que o metro cúbico escavado”, explica Moura.

Em seu pico, a obra reuniu 150 colaboradores. Para a implantação do empreendimento, a SPE RPee contratou diversas empresas, cabendo a gestão técnica e administrativa à Estelar Engenheiros Associados que, em conjunto com a Nova Engevix, elaborou o projeto executivo. As empresas fornecedoras  são as seguintes:  construção civil:  Armato na terraplenagem, Fraga nas obras de concreto, Concrebol no fornecimento de concreto e a Siton na execução dos túneis.
Fornecedores

O fornecimento e montagem das turbinas e geradores: Weg. Conduto, comportas, limpa grades, auxiliares mecânicos: UCM. Painéis elétricos e subestação: Verka. Linha de transmissão: ECE. Programas ambientais: Vital Engenharia e Consultoria. Conexão à subestação: Estelar Engenharia em parceria com a Nova Engevix. Todas as empresas estão sediadas na região da Grande Florianópolis.
Modelo de investimento

De acordo com Moura, o empreendimento representa  um grande benefício à região em que foi instalada, devido à participação direta dos proprietários de terras e investidores locais. Além disso, deverá proporcionar o retorno de renda por meio do ICMS para o município o que deve contribuir para políticas públicas.

“A RPee Energia é um modelo de investimento pulverizado de vários empreendedores que se propuseram a diversificar em novos projetos. Apesar da SPE se limitar à PCH Tupitinga, eles investem em outras usinas por meio da captação das empresas: Múltipla Participações e Norte Administração e Finanças”, finaliza o empreendedor.

 

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