Empresa de Pesquisa Energética prevê apenas 1 GW de novas hidrelétricas até 2029

UHE Foz do Chapecó

Sergio Augusto Costa (*)

Na versão final aprovada do Plano Decenal de Expansão de Energia 2030 (PDE2030), a Empresa de Pesquisa Energética reconhece algo que muitos haviam esquecido, a importância das Hidrelétricas (UHEs) em nosso sistema.

Hoje as UHEs são a base da geração do Sistema, responsável de 70% a 80% da energia efetivamente gerada, dependendo das condições hidrológicas. E por  65,7% (108 GW) da capacidade instalada total do Sistema Interligado Nacional (175 GW), conforme Operador Nacional do Sistema. Com a entrada massiva da Eólica (previsto entrada de + 16,5 GW até 2030) e Solar (+ 5,5 GW em Geração Centralizada até 2030), fontes renováveis com características “intermitentes” ou “variáveis”  (em que a disponibilidade para produzir eletricidade está muito além do controle direto da operação), o PDE2030 prever somente 1 GW (1,098 GW para ser exato) até 2029 (e em cenário otimista) é muito pouco para um país com a riqueza hídrica do Brasil. É pífio.

As UHEs se mostrarão cada vez mais necessárias e indispensáveis para garantia da flexibilidade operativa do Sistema. A valoração das características e atributos de armazenamento de energia, provimento de qualidade na energia (serviços ancilares) e reserva de capacidade (potência) serão fundamentais para que mais UHEs possam ser implantadas. Para isso, é fundamental a mudança de todo o processo de licenciamento ambiental. Não sei ao certo quando iniciou-se a demonização ambiental das UHEs, mas já faz muitos anos. Experimente ir no Canadá (com 60% da geração por hidrelétricas) ou na Noruega (com 90% da geração por hidros), países de primeiríssimo mundo, e faça um movimento contra a implantação de hidrelétricas. Você será considerada “persona non grata” pela aquela sociedade.

Fundador e CEO da VILCO Energias Renováveis(*)

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