Pedra Branca Escavações mantém crescimento mesmo em conjuntura difícil

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CGH Alto Farias

A PCH Cobre, da SPE Rio do Cobre Ltda., vencedora no certame A-6, de 2019, que será construída no município de Marquinho (PR), no rio do Cobre, com 14,3 MW de potência instalada, é mais um empreendimento que contará com a Pedra Branca Escavações para a escavação do túnel de 1.809 metros e seção de 5,30 metros X 5,30 metros, com início em setembro deste ano.

A empresa tem contratos em execução dos túneis: CGH Alto Farias (SC), PCH Santa Fé (RJ)  e  PCH Confluência (PR), e está mobilizada para uma obra com um túnel de 3.700 metros, de sessão, 11de largura por 8 de altura.

Em 2020, a Pedra Branca concluiu os túneis das PCHs Morro Grande, Sede II, Salto do Guassupi, Quebra Dentes e Igrejinha, no RS, o que resultou em um crescimento de 50% em seu volume de escavação em comparação ao ano anterior.

Leilão de energia

De acordo com o diretor da empresa, Dalton Pedro Ravanello, para este ano a previsão é de  novo incremento, ainda sem projeção, dependendo dos resultados do leilão de energia previsto para o dia 30 de setembro. “Temos clientes que se cadastraram nesse leilão, além de uma carteira de pedidos e muitas cotações de empreendedores que não têm interesse em vender para o mercado cativo”, acrescentou.

CGH Alto Farias

Somente da região Sul, 23 PCHs e uma CGH  foram cadastradas para o leilão A-5-2021.  “Os empreendedores, em geral,  estão divididos entre a participação em leilões e o mercado livre de energia, mas entendo que os leilões ainda são importantes”, assinala o empresário.

Com atuação nos setores de mineração, saneamento, transportes e energia, as escavações para túneis de  PCHs respondem por uma parte importante da receita. Em seus  17 anos de atuação, a Pedra Branca Escavações já entregou  57 obras, perfazendo  1,4 milhão  de metros cúbicos de material escavado em 70% dos estados da Federação.

Diferencial de mercado

Sobre o diferencial da Pedra Branca em relação ao mercado, Ravanello cita “a grande capacidade de produção e a versatilidade em atender túneis entre 10 e 120 metros quadrados nos mais diversos tipos de geologias”. Além disso, conta com frota de equipamentos próprios para atender todo o ciclo operacional e infraestrutura. Somente para escavações subterrâneas a empresa dispõe de cerca de 30 equipamentos específicos. Até outubro próximo deve manter um contingente de 350 colaboradores envolvidos nas obras da companhia.

Recuperação de túnel colapsado

O maior case da empresa, segundo Ravanello,   foi a recuperação de um túnel de PCH, construído no início de 2000, que teve um colapso em sua estrutura, resultando na redução de até 40% na capacidade de produção da usina. “Toda a execução do serviço na área colapsada foi feita por meio de equipamentos operados de forma remota  que evitou a exposição de pessoas  na área afetada”, explicou Ravanello.  “A operação foi telecomandada  de uma distância de 400 metros por câmeras e operadores. A máquina retirou o material  colapsado com segurança total e depois se iniciou a contenção e reconstrução da área afetada, com metodologia desenvolvida por nossa própria engenharia”.

  PCH Cobre

Mobilização PCH Cobre

Devido à forte aceleração dos custos dos insumos no setor de escavações subterrâneas, o empresário admite que o resultado deste ano possa ser afetado com a redução das margens. “Temos muitas importações de equipamentos que passaram por reajustes devido à cotação do dólar, além do encarecimento do frete aéreo e marítimo, junto com itens como combustíveis e peças, sendo muito difícil renegociar contratos em andamento”, assinalou. “Ninguém esperava um acréscimo de preços tão grande e, para complicar, existe um tempo de espera muito longo de componentes importados, falta de estoque entre os nacionais e preços aviltados para  a pronta-entrega”.

 

 

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