Pelt esqueceu de incluir as estradas vicinais aponta Fábio Avancini, diretor da Farsul

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Fábio-Avancini- Crédito: Tiago-Francisco - Divulgação-Sistema Farsul

“O Pelt não é solução. É um programa que precisa de alguém para alimentá-lo de modo a poder entender os fluxos e as necessidades logísticas para atender este crescimento”. O comentário é do diretor da Farsul, Fábio Avancini Rodrigues ao falar sobre o Plano de Logística e Transporte (Pelt-RS), apresentado mês passado como proposta para resolver as dificuldades viárias nos próximos 25 anos. “Estão vendendo como solução. Solução é ter os R$ 36,8 bilhões para investir”, emenda o dirigente.

Especificamente sobre o sistema hidroviário, Avancini ressalta que para deixar o modal no estado da arte são necessários menos de R$ 400 milhões, o que corresponde a 1,1% do total estimado no Pelt. Com um detalhe, ele assinala: “O Pelt está olhando o modal rodoviário considerando apenas as rodovias estaduais e federais. As vicinais não estão contempladas. Sabe qual é a proporção entre estas três? 89% da malha é municipal não contempladas pelo Pelt”, comenta o dirigente da Farsul.

Hidrovias RS em compasso de espera

Sobre o projeto de constituição de um consórcio para administrar as hidrovias gaúchas, lançado em março de 2016, Avancini lembra que entregou estudo ao governo do estado em maio de 2017. De acordo om ele, a Secretaria de Planejamento contratou, através do Banco Mundial (BIRD), consultoria internacional para fazer estudos de parcerias, envolvendo algumas estradas, estação rodoviária de Porto Alegre. Sabendo que havia uma sobra de recursos, foi pedido que se incluísse as hidrovias.

“Estamos esperando a resposta. Até o momento, nada. O estado não tem interesse. É uma resposta, mas nem isso temos”, conta, acrescentando: “Estamos há quase quatro anos discutindo esse assunto. O desejo é que haja uma solução antes do fim do governo Sartori. Ele tem esta vontade, mas há uma distância entre o desejo e operacionalização”, justifica, alegando alguns entraves como questões burocráticas, interesses corporativos, limitação financeira e interesse de algumas categorias que se sentem ameaçadas.

Modelo de desenvolvimento

Questionado sobre qual será a reação diante de uma negativa do Hidrovias RS avançar, Avancini diz que pretende buscar alternativas. “Não temos ainda, mas há como buscar. A ficha hoje está sendo jogada num modelo de operação dessa hidrovia, seja por parte do estado, seja por um consórcio de empresas. Não é um modelo simplesmente para funcionar, mas pensando no desenvolvimento nas margens da hidrovia”, salienta. “As hidrovias têm suas limitações. Não vou colocar carga curta, de 100 km em hidrovia, mas a partir de 200 km, eu quero”, disse o dirigente da Farsul.

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