Portos RS passa a operar com autonomia administrativa que garante uso de superávit em investimentos

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Porto do Rio Grande

A Portos RS, que reúne os portos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre, acaba de concluir o processo de transformação de autarquia para empresa pública com a posse de sua primeira diretoria no novo formato de administração. Desde hoje, a estrutura portuária do estado passa a atuar com autonomia  o que permitirá utilizar o superávit gerado com suas receitas em investimentos.

A empresa pública foi criada em 29 de setembro do ano passado por meio da lei nº 15.717, que também autorizou a extinção da Superintendência do Porto do Rio Grande (Suprg).

Pela legislação, a Portos RS, com sede e foro na cidade do Rio Grande, é responsável pela administração e exploração dos portos, hidrovias e vias lacustres e navegáveis localizadas no estado, nos termos dos instrumentos de delegação, outorga, registro ou concessão obtidos ou sub-rogados por ela. A mudança da natureza jurídica era uma das exigências do governo federal para a renovação do convênio de delegação.

novos diretores

Reunião do conselho administrativo

Cristiano Pinto Klinger foi indicado na função de presidente e administrador; os engenheiros Lucas Meurer Cardoso e Natan Colombi Martins como diretores de infraestrutura e operações;  o administrador João Alberto Gonçalves Júnior como diretor de gestão, administrativa e financeira; e o oceanólogo Henrique Horn Ilha como diretor de meio ambiente.

O Conselho de Administração da Portos RS é composto por pessoas com notório conhecimento no setor. São eles: Bruno Queiroz Jatene, Diogo Piloni e Silva, Eduardo Teixeira Neto, Jacqueline Andrea Wendpap, José Fernando Marchiori, Leonardo Drumond Vanzin e Thierry José da Silva Rios.

No exercício encerrado no ano passado, os terminais do Porto de Porto Alegre, Rio Grande e Pelotas movimentaram 47,6 milhões de toneladas em cargas, com um incremento de 19,37% em relação ao ano anterior.

Faz parte da principais metas da nova empresa pública do RS  a manutenção do calado da hidrovia com investimentos de cerca de R$ 25 milhões por ano, a criação de um sistema tarifário a fim de viabilizar o modal hidroviário no estado e a busca de novos negócios. Também é intenção da Portos RS  incentivar os investimentos de novas empresas em municípios próximos da estruturas portuárias a fim de atrair novas cargas.

Somente o distrito industrial de Rio Grande deverá contar com cerca de R$ 3,6 bilhões de investimentos de seis empresas, entre essas a Josapar, Mita e Fertilizantes Piratini. Caso o grupo Cobra viabilize a construção de uma estação onshore de recebimento, armazenagem e regaseificação de gás natural liquefeito (GNL), outros R$ 5,8 bilhões serão investidos.

 

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