Portos secos de fronteiras registram alta no volume de tráfego no primeiro semestre

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A Multilog, de Itajaí(SC),  fechou o primeiro semestre de 2021 com um saldo positivo de volume de caminhões nos portos secos administrados pela empresa em Foz do Iguaçu, Jaguarão, Santana do Livramento e Uruguaiana. O crescimento foi impulsionado pela recuperação das atividades nas fronteiras que ligam o Brasil aos demais países do Cone Sul.

No Porto Seco de Foz do Iguaçu houve um aumento de  41,8% de fluxo de veículos nos primeiros seis meses deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a junho de 2021, saíram do Porto Seco de Foz do Iguaçu 98.509 veículos, enquanto que no primeiro semestre de 2020, o total foi de 69.452.

Francisco Augusto Silva Damilano, gerente de operações das fronteiras da Multilog informou que as exportações para o Paraguai estão em alta, em especial, cimento, para atender a uma série de grandes obras naquele país, fertilizantes e maquinário também estão sendo levados para o agronegócio. “Em seguida, esperamos um movimento grande de importação, com o escoamento da produção de grãos do Paraguai com destino ao Brasil”, acrescentou.

Já o Porto Seco de Santana de Livramento registrou um crescimento de 63% no volume de veículos de janeiro a junho de 2021 em relação ao mesmo período do ano anterior. No primeiro semestre deste ano, 5.759 veículos passaram pela estação aduaneira, enquanto que no mesmo período de 2020, o fluxo foi de 3.530 caminhões. Em Santana do Livramento, o forte tem sido a exportação de peças para uma fábrica de papel que está sendo erguida em território uruguaio.  Na importação, o principal fluxo de produtos são: embalagens, couro, produtos farmacêuticos e trigo.

Em Uruguaiana, no segundo maior porto seco de fronteira da América Latina, houve um crescimento de 37,1% no fluxo de veículos no primeiro semestre de 2021, com 70.013 veículos,  enquanto que no primeiro semestre do ano anterior, 51.050 caminhões passaram pela estação aduaneira. O porto seco foi beneficiado pela exportação de carros e produtos como bobinas de aço e vinhos, oriundos do Chile.

Por fim, o Porto Seco de Jaguarão apresentou uma alta de 14,8% no volume de tráfego no primeiro semestre deste ano, com um fluxo de 13.379 veículos. Os seis primeiros meses de 2020 tiveram um fluxo de 11.651 veículos. O crescimento foi influenciado pela produção de arroz do Uruguai, assim como cítricos,  soja e carne bovina.  Bananas e um grande fluxo cerâmico, com tijolos seguem no sentido contrário.

Cenários do segundo semestre

Damilano acredita que a retomada econômica traz uma perspectiva otimista para o transporte rodoviário.  Apesar de alguns fatores que podem impactar o tráfego nas fronteiras, como a alta do dólar, o segundo semestre tradicionalmente é melhor que o primeiro, avalia.  “O que vemos agora, a rigor, não é crescimento ainda, mas uma retomada bastante importante, e ela se dá em todas as fronteiras que operamos.”, acrescenta.

“Além disso, a falta de chuvas também deve beneficiar os portos secos nos próximos meses. Com os rios em níveis baixos e sem perspectiva de chuvas, as barcaças não podem navegar e a produção tem que escoar por terra”.

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