Randon lista vantagens na produção de vagões ferroviários em Araraquara

Randon/Divulgação

Por Guilherme Antônio Arruda

Ganhos de qualidade superiores aos da unidade de Caxias do Sul, devido ao emprego de processos de produção mais modernos; velocidade no atendimento aos clientes pela proximidade, e redução de R$ 10 mil no custo logístico (por unidade) em cada entrega. Estas são algumas vantagens proporcionadas pela fábrica da Randon, em Araraquara (SP) tão logo inicie a operação. Com 70% das obras já realizadas, a unidade está em compasso de espera desde meados do ano passado, como forma de preservar o caixa da empresa.

Claude Domingues Padilha, gerente de Marketing e Gestão de Rede da Randon Implementos, lamenta não poder informar a data de retomada e conclusão, alegando que se trata de um fato relevante para a companhia que possui ações negociadas na bolsa de valores. “Esperamos ganhos, sem dúvida, mas não temos os indicadores do custo de produção”, comenta o executivo.

A tendência é que toda a produção de vagões ferroviários seja deslocada de Caxias do Sul para a nova unidade, “o que não significa que nos momentos de pico possamos utilizar a base de Caxias”, observa Padilha. Somando o tempo de ida e volta, a entrega de vagões feitas atualmente por Caxias para o Maranhão e Tocantins demora cerca de duas semanas. Para São Paulo são necessários cinco dias. As viagens utilizam carretas especiais, desenvolvidas pela própria Randon.

Segundo ele, uma carreta transporta um vagão graneleiro, com aproximadamente 20 metros de comprimento. “É um semirreboque rebaixado, com suspensão invertida em condições de suportar o peso da carga e também para não exceder o limite de peso por eixo. Precisa de uma AET, Autorização Especial de Trânsito, para circular entre o nascer e o pôr do Sol, e tem a vantagem de não necessitar de escolta”, diz o gerente. A carreta acondiciona dois vagões para transporte de minério, que mede dez metros cada.

Perspectivas

No ano passado, a Randon produziu 1.584 vagões ferroviários, representando queda de 20,8% sobre o ano anterior, resultado que se enquadra no campo da normalidade. “Nós trabalhamos com uma produção média nacional entre 3,5 mil e 4,0 mil unidades. Em 2016 foram produzidas 3.903”, ressalta Padilha. O market share de 40,6% obtido no ano passado (45% em 2015) não preocupa, pois está acima da margem especificada no plano da companhia, que varia entre 30 e 35%. “A estimativa para 2017 é registrar nova queda de 20%”, estima, justificando que “os investimentos das concessionárias realizados em 2014 supriram as necessidades de mercado para os três anos seguintes”.

O ano de 2017 pode ser um ponto de inflexão, podendo significar o amadurecimento de novos investimentos. Para o executivo, a maior dificuldade que trava a definição de investimentos é a complexidade em torno da renovação das concessões ferroviárias. Embora note avanços nas discussões, Padilha diz que há um longo caminho a percorrer. “O viés do atual governo é de privatizações, ao contrário do anterior cujo pensamento deixava as concessionárias indecisas em relação ao futuro”, assinala o executivo da Randon.

 

 

 

 

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