Reivax segue tendência do mercado de energias renováveis e cria nova linha de controle de geração para fonte solar

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UHE Ilha Solteira

Conhecida em mais de 45 países em todo o mundo, a Reivax, de Florianópolis (SC), fornecedora de equipamentos de controle e supervisão de geração de energia elétrica, no setor hidráulico, deu mais um passo em sua estratégica de crescimento.

Seguindo as tendências do mercado, a empresa faz agora nova aposta, com investimentos em equipamentos voltados para outra fonte de energias renováveis.
Desde o final do ano passado, a Reivax vem operando com uma nova linha de controle de plantas solares. “Ainda em 2020, fechamos o primeiro grande contrato que está em execução, com previsão de entrega para março ou abril próximo”, informou o CEO da empresa, Fernando Amorim da Silveira.

Fernando Amorim da Silveira, CEO da Reivax
Fernando Amorim da Silveira, CEO da Reivax

Com uma trajetória de crescimento de vendas entre 10% e 15%, a cada ano, a Reivax com o novo segmento espera um incremento entre 20% e 30%, em médio prazo. Inicialmente, o equipamento será comercializado somente no Brasil, país em que a fonte solar vem crescendo de forma exponencial e que, neste ano, deve alcançar 12,6 GW de capacidade instalada, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). “Nosso alvo são plantas grandes no Brasil e, em médio prazo, passar a atuar também em outros países”, explicou Silveira.

Pioneira no país na introdução da tecnologia digital de controle de geração, a Reivax tem uma larga tradição no segmento retrofit com serviços para pequenas e grandes hidrelétricas. Entre esses, um dos mais emblemáticos é o da UHE Ilha Solteira, uma das maiores usinas do Brasil, sob gestão da CTG Brasil, de 3.444 MW,  localizada norio Paraná entre os municípios de Ilha Solteira (SP) e Selvíria (MS).

Quando  o primeiro equipamento da Reivax foi instalado  naquela usina, em uma turbina de 160 MW, ainda na década de 1990, a tecnologia de controle de qualidade de geração ainda era muito antiga. Desde então, a empresa participou de vários ciclos de modernização de todas as 20 máquinas da unidade, em algumas delas em até três vezes, relata Silveira.
Mais recentemente, a Reivax passou a participar de um projeto em conjunto com uma empresa chinesa de modernização de turbinas e geradores da mesma usina, envolvendo quatro máquinas das quais uma já foi entregue.

Outro caso de sucesso, que acabou abrindo as portas do mercado dos Estados Unidos, envolveu a modernização das máquinas de até 40 MW dos túneis de vento utilizados para testes  base  da força aérea norte-americana de Altus Arnold, em 2014. “Participamos de licitação concorrendo com vários outros players e isso nos serviu como um cartão de visitas. Hoje já temos mais de 100 equipamentos funcionando naquele país” diz o CEO da empresa.

Apesar de todo o desafio imposto pela pandemia da Covid-19, a empresa manteve sua média de crescimento, além de avançar em várias frentes. “Tivemos que nos adaptar rapidamente a uma nova realidade de muitas incertezas, onde o cenário mudava constantemente. Como nossa atividade envolve muito serviço em campo, nossas equipes ficaram praticamente sem viajar por seis meses”, observa Silveira. “Realizamos ensaios remotos de equipamentos e daqueles que estavam sendo comissionados em campo.”
Com um total de 166 GW controlados em todos os países onde opera, a Reivax conta no momento com 50 a 60 contratos em andamento com seus clientes. “A meta é continuar com o crescimento sólido dos últimos anos e avançar em novos mercados, principalmente na área solar”, projeta Silveira.

A Reivax começou em abril de 1987, fornecendo equipamentos e serviços de controle e automação para máquinas síncronas. A empresa foi fundada com o objetivo de fornecer maior valor ao cliente por meio da inovação. Essa filosofia levou ao primeiro estabilizador do sistema de energia baseado em potência acelerante e filtro de rastreamento de rampa, mais conhecido hoje como IEEE PSS 2A / 2B  Hoje, a Reivax é uma empresa global, que atua na área de tecnologia para geração de energia, com filiais em Montreal (Canadá) e Baden (Suíça), e cerca de 15 representantes em vários países da Europa, América do Sul e América Central.

 

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