Resposta da Rumo ao governo do RS pegou mal para a empresa

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Daniel Lena Souto

Depois reunir as principais entidades empresarias do Rio Grande do Sul, como a Fiergs, Farsul, Federasul e Fecomércio para a elaboração de um documento, em que são listadas as reivindicações do estado com o objetivo de revitalizar o modal ferroviária, entregue em maio, pessoalmente pelo governador José Ivo Sartori ao presidente da Rumo, Júlio Fontana Neto, o clima é de frustração no Piratini.
“Fiquei decepcionado com a resposta da empresa”, sintetizou o secretário dos Transportes, Pedro Westphalen.
Na carta de resposta, enviada ao governo do estado, a empresa, longe de se comprometer com investimentos para a modernização da malha ferroviária no RS, solicita estudos sobre a demanda a fim de garantir eventuais investimentos.  “Ora, quem deve fazer esses estudos é a própria empresa e não o governo do estado”, diz Daniel Lena Souto, especialista em ferrovia e um dos responsáveis pela lista de reivindicações encaminhada pelo governo gaúcho à sucessora da ALL no estado.
“Não vamos nos conformar com a resposta da Rumo”, acrescenta o secretário dos Transportes que pretende reunir a bancada federal gaúcha para pressionar a empresa a rever a sua posição.
Segundo o estudo produzido pelo governo do estado, dos 3.259 quilômetros de ferrovias gaúchas concedidas em 1998, restam em operação 1.952 quilômetros.   Entre as conclusões, o documento  aponta a falta de modernização, abandono de 35% da malha ferroviária do estado, além de defasagem tecnológica e baixo padrão de produtividade que culmina com um volume decrescente de transporte. Reforça a necessidade de incentivo à estruturação e implantação de plataformas concentradoras de carga; e o início imediato das ações de recuperação e implantação de ramais e a construção de soluções conjuntas com clientes e estado para o desenvolvimento da intermodalidade.

 

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