Rumo investe no aumento da capacidade de transporte de cargas no RS

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Locomotiva GT/Divulgação

A Rumo, responsável pela malha ferroviária do Rio Grande do Sul, acaba de concluir  uma primeira etapa de investimentos com o objetivo de aumentar a capacidade de transporte  de carga nos principais polos produtores do estado. Recentemente, a empresa passou a operar com as locomotivas GT’s que reduzem em 15% o consumo de combustível em relação aos modelos anteriores.  A Rumo também fez a substituição de vagões porta por vagões hopper que otimizaram em 75% o tempo da operação de descarga. O serviço que tinha média de 20 minutos passou a ser feito em cinco minutos.
Incremento

Além disso, os novos vagões incrementaram a capacidade do transporte ferroviário no estado, bem como reduziram os riscos de acidentes pessoais e perda do produto por vazamento, segundo dados divulgados pela empresa em entrevista por e-mail à Modal.

“A Rumo segue trabalhando com objetivo de construir um caminho sustentável para a ferrovia nos principais eixos do Rio Grande do Sul. Incentivando ações e iniciativas que possam contribuir para o aumento da capacidade de carga nos principais polos produtores do estado”, diz a empresa que prefere não detalhar o volume de investimentos reservados para a malha ferroviária do RS.
Frota no RS

Em 2018, a companhia registrou um crescimento de aproximadamente 18% no comparativo com o ano anterior. Foram 3,2 milhões de toneladas de grãos transportadas até o Porto de Rio Grande, o que deve se elevar neste ano.  A frota da Rumo no RS é de 70 locomotivas, cerca de 1.500 vagões graneleiros e 1 mil vagões tanques. A malha ferroviária gaúcha tem extensão de aproximadamente 3 mil km, sendo que mais de 2.100 mil km são ativos, informa a empresa.

As principais rotas ferroviárias no estado são Ijuí, Cruz Alta, Júlio de Castilhos e Cacequi. Os principais pontos de embarque, com destino ao Porto de Rio Grande são Santo Angelo, Ijuí, Cruz Alta, Tupanciretã, Júlio de Castilhos, Cacequi, Tigre, Bagé.
Ética

“De fato, houve um aumento ainda pequeno no volume de transporte de granéis, mas existe ainda uma extensa agenda a ser cumprida pela empresa a fim de contribuir para a redução do custo logístico no estado”, disse à Modal Luiz Carlos Nemitz, diretor da Federação da Agricultura do RS (Farsul), ao avaliar os recentes investimentos da empresa no estado.

De acordo com Nemitz, a Farsul vem pleiteando o retorno de alguns ramais como as linhas-tronco Tigre-Uruguaiana e São Luiz Gonzaga-Rio Grande e Porto Alegre-Passo Fundo-Rio Grande. “Somente por meio do modal ferroviário seria possível reduzir o custo com o frete do modal rodoviário entre 30% e 40%”, diz o dirigente  ao mencionar a importância da ferrovia para o escoamento da produção.  “Nos últimos 20 anos, a safra agrícola do RS cresceu 150%. Entretanto, a participação do modal ferroviário permaneceu em torno de 6% na matriz  de transporte gaúcha”, acrescenta Nemitz que elogia a forma de relacionamento da Rumo com o público externo. “No tempo da ALL Logística não havia o tratamento ético que a Rumo dispensa hoje a clientes e entidades no estado, o que é positivo”.
Movimentação

A movimentação de mercadorias na malha ferroviária no Rio Grande do Sul atingiu seu pior nível da última década no ano de 2016. A partir de 2017, começou a apresentar uma recuperação e nos anos de 2017 e 2018 já sinaliza valores ascendentes, diz Daniel Lena Souto, especialista em modais de transportes logística.

Em 2018, segundo Souto, considerando os carregamentos na área agrícola (milho, trigo, soja e farelo de soja), o volume transportado pela Rumo no RS  atingiu 3,4 milhões de toneladas. Neste ano, até o mês de maio, em comparação com o ano passado, o carregamento na área agrícola está levemente superior — 1,262 milhão em 2019, contra 1.155 milhão em 2018.

“Com a modernização do corredor para Paranaguá, para onde foram comprados vagões locomotivas novas de maior capacidade,  a Rumo deslocou para o RS locomotivas GT e vagões graneleiros tipo hopper (que otimiza o tempo de descarga do material a granel) e hoje há uma tendência de que haja melhorias de atendimento no escoamento da safra gaúcha”, afirma.

 

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