Setor da construção tem perda de 500 mil postos de trabalho

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Luis Fernando Melo Mendes

O setor da construção, que reúne os segmentos imobiliário, pesado e de serviços, deverá fechar o ano com uma queda de 17% no estoque de emprego, correspondente a uma perda de cerca de 500 mil postos de trabalho, em comparação a igual período do ano passado. Trata-se do pior resultado desde o ano de 2002, quando se iniciou a série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), informou a MODAL o economista Luís Fernando Melo Mendes, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

De acordo com Mendes, a redução dos investimentos do PAC e de Minha Casa Minha Vida refletiu-se fortemente no setor, o que se agravou em razão da queda do nível de emprego e da renda. “ Foi a partir de outubro de 2014 que o quadro negativo começou a se intensificar, o que deve culminar com um recuo de 10% no nível de atividades deste ano, em comparação ao ano anterior.”

Sobre os cenários do próximo ano, Mendes afirmou que os efeitos de 2015 irão se refletir em 2016, o que significa mais desemprego. A uma pergunta sobre o número de empresas do setor em recuperação judicial, o economista informou que a entidade não dispõe desse levantamento.

 

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