Sindienergia estima que o RS passará a atuar como estado exportador de energia a partir de 2025

Guilherme Sari, presidente do Sindienergia-RS/ Divulgação

Passar de importador para exportador de energia era considerada uma possibilidade improvável no RS até recentemente. Todavia tal perspectiva começa a ganhar corpo, a partir da expansão da infraestrutura de conexão, o que permitirá um aumento da margem de potência instalada acima de 5 GW em novos projetos de geração.

Segundo Guilherme Sari, presidente do Sindienergia-RS, a perspectiva é de que o RS passe a exportador de energia entre os anos 2023 e 2025. Ele imagina que, após a conclusão das obras dos cinco lotes das novas linhas de transmissão, inicie um período de expansão de projetos de energia que deve amadurecer em 2023, demarcando de forma definitiva a mudança do perfil do RS, de importador para exportador de energia. “No primeiro momento, ainda em pequenos volumes. Entretanto, com as novas linhas estruturantes, deverá aumentar essa condição nos anos seguintes”, pontua.

Com um sistema elétrico de complexidade maior do que os demais estados, devido ao seu elevado número de usinas de consumo privado, e por se constituir em um estado periférico, o RS  importa hoje do Sistema Interligado Nacional (SIN), em determinados momentos, cerca de 2 GW médios, segundo dados do Organizador Nacional do Sistema (ONS).

Potencial do RS
O potencial energético do RS, estado que detém uma das mais diversificadas fontes de energia entre as unidades da Federação, Sari considera de difícil estimativa. Ele está convicto, porém, de que será mesmo a fonte eólica que irá catapultar a sua expansão energética. “Somente em energia eólica existem cerca de 10 GW em projetos, em alguma fase de licenciamento ambiental no RS, sem falar em seu grande potencial hídrico, além dos estudos de bacias para PCHs e CGHs.”

Reeleito em 25 de setembro para novo mandato de três anos, Sari comemora o fato de a transição do Sindieólica  para Sindienergia-RS ter obtido uma “boa resposta”, em meio à comunidade do setor.   Hoje com um total de 40 associados, a entidade mantém a meta de alcançar, ainda este ano, a marca de 50 empresas. “Estamos buscando este crescimento e de aumento de representatividade para esse processo e acreditamos que o ano de 2020 deverá terminar de forma positiva”, antecipa.

A pegada das renováveis
Uma boa parte do aumento dos associados à nova entidade deve-se à sua abrangência que passou a representar, além do setor eólico, igualmente as fontes hídrica, solar, GD e as bioenergias.  “A entidade cresce na pegada das renováveis que deve avançar no Brasil, independentemente das políticas do governo federal, que, aliás, são favoráveis”, diz o líder do setor energético no RS, que enfatiza o fato de a entidade também acompanhar de perto o mercado do gás natural que deve ganhar protagonismo no país a partir de seu novo marco legal.

Sari baseia seu otimismo no próprio potencial do RS, no contexto de renováveis no país: “O estado está entre os três maiores na geração distribuída solar, entre os cinco tops na geração de energia eólica, entre os quatro principais estados em número de pequenas centrais hidrelétricas em operação, sem falar no mercado de bionergias, em crescimento, e de boas perspectivas para os próximos anos”, destaca.

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