Sindieólica-RS defende ações para facilitar primeiro ciclo de repotenciação de parques eólicos no estado

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Parque de Osório da Enerfin iniciará ciclo de repotenciação no RS/Foto/Divulgação

Guilherme Sari, presidente do Sindicato da Indústria de Energia Eólica do Rio Grande do Sul (Sindieólica-RS), prevê uma série de benefícios potenciais e econômicos com a adoção da nova tecnologia de energia eólica. Além de proporcionar uma eficiência mais elevada, o uso de turbinas de capacidade nominal maior em comparação com as existentes irá permitir uma melhor utilização dos espaços já explorados, além da redução do impacto ambiental, afirma.

No Rio Grande do Sul, a empresa Ventos do Sul Energia, do grupo Enerfin, que iniciou as suas operações em janeiro de 2007, com 150 MW de potência instalada, será o primeiro parque a receber máquinas de maior potência por meio da repotenciação, que se define como o processo de substituição de turbinas já existentes por turbinas novas, de maior potência. “Trata-se do primeiro ciclo de repotenciação nos parques eólicos do estado, que deve iniciar, mais provavelmente, ao final do contrato de energia pela Enerfin”, explica Sari. “Em seguida virão os parques de Livramento, Santa Vitória do Palmar e outros”.

Novo ciclo

Como entidade representativa do setor, o Sindieólica-RS pretende influir de modo a facilitar o processo de repotenciação entre os atores envolvidos no processo, como os órgãos ambientais e o Ministério Público, acrescentou. “É nosso papel contribuir para que esse ciclo, que permitirá o avanço da tecnologia eólica no RS, seja o menos burocrático possível”.

O titular da Sindieólica-RS lembra que investimentos pesados estão sendo feitos nos países de maior tradição em energia eólica, o que destaca a importância desta nova e competitiva tecnologia. “Os sites mais antigos abrigam muitas torres para turbinas de menor potência. Com a nova tecnologia, essa configuração será alterada para poucas torres com turbinas de maior potência em um mesmo site”.

“Hoje os grandes fabricantes já oferecem ao mercado turbinas eólicas com capacidade instalada acima de 4 MW. Entretanto, existem parques instalados com máquinas de 1,6 MW, com a grande maioria na faixa dos 2 MW”, acrescenta.

O avanço da energia eólica offshore

Outra pauta do setor trata da expansão dos investimentos de parques eólicos offshore (em alto mar), o que incentiva o aprofundamento de estudos sobre eventuais projetos  de energia eólica offshore no RS.

Sari cita casos do velho continente com  parques instalados no mar, tendo sido anunciado recentemente, em Portugal, a primeira central de energia eólica flutuante em escala mundial que deverá nascer no mar, a 20 km da costa de Viana do Castelo, em 2019, pela mão da Windplus, uma empresa subsidiária da EDP Renováveis, Repsol e Principle Power, com um financiamento de 60 milhões de euros do Banco Europeu de Investimento.

De acordo com o Atlas de Energia Eólica do Rio Grande do Sul, lançado em 2014, o potencial eólico do estado é estimado em: onshore (103 GW em torres de 100 metros de altura e 245 GW em torres de 150 m) e offshore (34 GW em lagoas e 80 GW no oceano).

“Entendemos que está na hora, portanto, de incentivarmos análises sobre a possibilidade de o estado atrair investimentos para projetos offshore dado ao nosso potencial. Um dos cases poderia ser a Lagoa dos Patos pelo seu tamanho e baixo calado, o que mereceria estudos ambientais específicos”.

 

 

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