Sindieólica defende participação do governo do RS no congresso do Brazil Windpower

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Brazil Wind Power reúne as principais empresas do setor de energia eólica

O principal evento de energia eólica da América Latina, o Congresso do Brazil Windpower que será realizado nos dias 28 a 30 de maio, em São Paulo, e deve reunir as principais autoridades e executivos do setor, poderá se constituir em uma oportunidade de ouro para a apresentação dos novos cenários que se desenham para os investidores em energia eólica no Rio Grande do Sul, segundo Guilherme Sari, presidente do Sindicato das Indústrias de Energia Eólica-RS (Sindieólica).

Os contratos das linhas de transmissão arrematadas no leilão de dezembro de 2018 ainda não foram assinados na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mas a repercussão é positiva e o estado já está no radar de grandes empresas que visualizam o sul como uma janela de oportunidades para o médio e longo prazo no mercado de energia, acrescenta Sari.

“Assim, o Brazil Windpower é a ocasião adequada para o líder do estado  mostrar a importância das obras de transmissão acompanhado de um estudo que mostre o sentido de trazer as renováveis para o sul, até por uma questão de estabilidade no sistema. E  que o estado está de portas abertas para receber esses investimentos”.

Sari lembra que outros empreendimentos de energia dependem de investimentos externos e de agendas internacionais, enquanto que no mercado eólico os investidores estão no Brasil “sedentos” por novos empreendimentos. “No mercado renovável, especificamente de energia eólica e solar, os investidores estão aqui, não é preciso buscá-los na Europa, China ou Japão”, argumenta. “Se não mostrarmos que existe essa possibilidade de investir aqui no estado, eles irão para outro lugar como vem ocorrendo nos últimos cinco anos”.

Leilão A-4

Sobre o leilão A-4, agendado para o mês de junho, o presidente do Sindieólica-RS não acredita no cadastramento de projetos de eólicas do estado, já que as empresas vencedoras do leilão de transmissão tem cronograma inicial a partir de março, o que não dará tempo para a conclusão das obras necessárias para habilitar os empreendimentos devido à falta de conexões . Pode fazer sentido para o leilão A-6, de setembro, pontua Sari.

“A grande questão é avaliar os preços e o apetite dos empreendedores, pois leilão regulado significa preço baixo”, diz. “Muitos players estão de olho nessa nova estrutura de conexão do sul. Dependendo de alguns fatores, existe a perspectiva de formação de um consórcio com uma parte no mercado regulado e outra parte no mercado livre para ter preços melhores. Esta é uma possibilidade”, salienta Sari.

“A  visão do sindicato, contudo, é de que esse momento é de transição que deve culminar com um sistema de transmissão de invejável potencial capaz de atrair grandes players do setor elétrico. O nordeste ainda dispõe de projetos bons para escoar e esse desenho da conexão ainda está em processo no RS. As empresas investidoras devem mudar a estratégia e pensar no sul ao longo desses próximos anos”, acredita.

Atualmente existem, no RS, 7 gigas de projetos eólicos em tramitação na Fepam com cerca de pouco mais de 3GW prontos para habilitação que poderão deslanchar após a conclusão das obras das linhas de transmissão.

 

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