Sindieólica-RS divulga estudo da Engenho sobre as vantagens da expansão da energia eólica na região Sul do país

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Um estudo encomendado pelo Sindicato das Indústrias de Energia Eólica do RS (Sindieólica-RS) à Engenho Pesquisa, Desenvolvimento e Consultoria (RJ), assinado pela especialista Leontina Pinto, denominado  Matriz energética brasileira, um olhar para o futuro, concluiu que a expansão eólica no Sul do país pode proporcionar o aumento da capacidade  de gestão dos reservatórios – não apenas da região, mas também do Sudeste, com reflexos para todo o país.

A simulação utilizada pelo trabalho, que deve sustentar a defesa da entidade pela adoção de leilões regionais de energia ou mesmo valorização deste submercado, tomou como referência o período de janeiro de 2013  a julho de 2018 e para a comparação de custos adotou uma hipótese conservadora de R$ 180/MWh para a geração eólica – o que significa que ela substitui apenas as termoelétricas com custo superior a este valor.

O resultado demonstrou que a injeção de oferta de apenas 3 GW adicionais de energia eólica no Sul do país proporcionaria uma economia de R$ 16 bilhões e 31,80 MtCO2 no mesmo período. Enquanto o risco de racionamento no país seria aproximadamente 25% menor em 2018 e 20% menor em 2019.   Além disso, o PLD (Preço de Liquidação das Diferenças) seria reduzido, em média, a 50% de seu valor original.

“O aumento da regulação e da capacidade de geração leva à redução do despacho térmico, e consequentemente à economia de custos e emissões. Trata-se de uma vantagem competitiva da região Sul, já que o Nordeste não dispõe de reservatórios hidroelétricos em condições de operação normal”, relata a especialista.

Para Leontina Pinto, a instalação de geração na região Sul aumenta a confiabilidade regional e nacional, na medida em que nos períodos em que geram as eólicas substituem a energia hidroelétrica, que “guarda suas reservas” e pode responder mais efetivamente às emergências.

Guilherme Sari, presidente da Sindieólica-RS, nota que o incremento exagerado das renováveis no Nordeste (eólica e solar) trazem esgotamento à capacidade de geração de suprimento para os submercados Sul e Sudeste.  “A grande preocupação é o aumento de carga devido ao crescimento previsto da economia brasileira somado ao crescimento vegetativo inerente, o que pode desencadear um sério problema de transmissão. A carga não irá aguentar tamanha instabilidade gerando possibilidades de apagões localizados que podem ser mais graves com a retomada da economia”, acrescenta.

“O estudo serve não somente para valorizar o incremento da fonte eólica no Sul, como estabilizar o seu crescimento natural e obrigatório na região Nordeste que tem os melhores recursos para as fontes solar e eólica. A questão é que o Sul, nos modelos atuais de contratação de energia do mercado regulado, não tem a capacidade de competir em preços, cada vez menores, com os praticados no Nordeste. Nessa linha, devido à importância de assegurar o crescimento da matriz no Sul para geração da estabilidade e redução dos custos de geração, propomos um formato diferenciado de contratação de energia que valorize os aspectos positivos que a fonte trará quando inserida neste contexto e neste mercado.” Sari  nota ainda que  no caso de fontes renováveis é preciso considerar a questão da intermitência de geração devido à falta de vento ou sol em determinados momentos e horários, levando ao consumo de outras fontes da matriz. “Este é outro ponto de diferenciação que o estudo da Engenho demonstra”, sustenta.

“No submercado Sul teremos o acionamento de hídricas que tem custos mais em conta para o acionamento em detrimento das térmicas de altíssimo PLD acionadas nas mesmas condições no Nordeste. Neste caso perde-se nos custos e na fonte. O submercado Nordeste não tem água para suprir a energia quando a geração solar e eólica se abranda. Vale notar que todo o ganho em sustentabilidade se perde neste momento porque queimamos até mesmo óleo para compensar os ventos fracos durante os dias” Veja o estudo a seguir:
Estudo Eólico

 

 

 

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