Sindieólica-RS lançará no congresso Brazil Windpower o mote: Por que eólica no Sul?

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Guilherme Sari, presidente do Sindieólica-RS/ Foto Claiton Dornelles/JC / Revista Modal

O Sindicato das Indústrias de Energia Eólica do RS (Sindieólica-RS) deverá aproveitar o congresso Brazil Windpower (BWP) que se realiza de 28 a 30 de maio, em São Paulo, para lançar o mote “Por que eólica no Sul ?”.

De acordo com Guilherme Sari, presidente da entidade, o Rio Grande do Sul entrou no radar de players nacionais e internacionais depois do último leilão de linhas de transmissão, no qual foram arrematados cinco lotes de obras que, após a sua conclusão — em 2024, segundo o edital —, situarão o estado em um novo patamar em termos de conexão com o Sistema Interligado Nacional.

Sari lembra que em estudo denominado  Matriz energética brasileira, um olhar para o futuro, a especialista Leontina Pinto da Consultoria Engenho concluiu que a expansão eólica no Sul do país poderá proporcionar o aumento da capacidade  de gestão dos reservatórios – não apenas da região, mas também do Sudeste, com reflexos para todo o país.

A simulação utilizada pelo trabalho tomou como referência o período de janeiro de 2013 a julho de 2018 e para a comparação de custos adotou uma hipótese conservadora de R$ 180/MWh para a geração eólica – o que significa que ela substitui apenas as termoelétricas com custo superior a esse valor.  O resultado demonstrou que a injeção de oferta de apenas 3 GW adicionais de energia eólica no Sul do país proporcionaria uma economia de R$ 16 bilhões e 31,80 MtCO2 no mesmo período.

O estudo mostra que o risco de racionamento no país teria sido aproximadamente 25% menor em 2018 e menos 20% neste ano. Além disso, o PLD (Preço de Liquidação das Diferenças) seria reduzido, em média, a 50% de seu valor original.

O presidente da Sindieólica-RS lembra ainda que o estudo de Leontina Pinto constatou que  a instalação de geração na região Sul aumenta a confiabilidade regional e nacional. Isso porque no momento de geração das usinas eólicas, elas substituem a energia hidroelétrica que “guarda suas reservas” e pode responder mais efetivamente às emergências.    De acordo com Sari, a apresentação do potencial eólico do Sul pelo governador Eduardo Leite na abertura do evento BWP está bem encaminhada. “A intenção é atrair investidores não somente do segmento de energia eólica, mas também do setor industrial”, pontua o titular da Sindieólica-RS.

O Brazil Windpower deverá reunir ao longo de três dias aproximadamente três mil pessoas e representantes das maiores empresas do setor do país e do exterior. Atualmente, o Brasil conta com mais de 14GW de capacidade instalada em energia eólica.

Ranking dos estados

1 º – Rio Grande do Norte / 3.722 MW / 137 parques
2º – Bahia / 2.594 MW / 100 parques
3º – Ceará / 1.950 MW / 75 parques
4º – Rio Grande do Sul / 1.831 MW / 80 parques
5º – Piauí / 1.443 MW / 52 parques
6º – Pernambuco / 781 MW / 34 parques
7º – Santa Catarina / 238 MW / 14 parques
8º – Maranhão / 220 MW / 8 parques
9º – Paraíba / 157 MW / 15 parques
10º – Sergipe / 34 MW / 1 parque
11º – Rio de Janeiro / 28 MW / 1 parque
12º – Paraná / 2,5 MW / 1 parque

 

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