South Service, do grupo Exicon, ultrapassa fase mais crítica da pandemia e prevê incremento das exportações ainda em 2020

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Porto de Itajaí (SC), elo logístico do grupo Exicon

A pandemia teve efeito duro sobre os negócios de importação da South Service Trading, do grupo Exicon, de Porto Alegre. Todavia, passados nove meses do decreto da quarentena, a recuperação já está acontecendo. “A previsão é de um incremento até o final do ano no volume de negócios de exportação e de importação ”, disse à MODAL o diretor-executivo da empresa, Alexandre Bücker de Souza.

Até setembro, a trading teve um crescimento de 18% nas exportações em comparação a igual período do ano anterior, o que compensou a queda de 30% nas importações derivada da alta do dólar e da desvalorização do real, explicou Souza.

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Retomada em V

 A partir de meados deste mês, a empresa passou a perceber uma boa melhora em seus negócios, que confirma a expectativa segundo a qual a recuperação virá em forma de V, acrescentou. Com a retomada do nível pré-queda da atividade econômica, a empresa acredita que o recuo de 30% nas importações poderá ser amenizado para algo mais perto de 20%.

Modelo de negócios

 Mais uma vez, afirma Souza, o modelo de negócios do grupo atuou como um anteparo diante da crise. Ele lembra que a solução integrada dos serviços de garantia de crédito, além de financiamento e logística, fez um suporte fundamental para as  exportações de seus clientes. Entre esses, ele cita as fábricas de calçados masculinos e femininos, móveis de pinus e compensados de pinus e madeiras de Santa Cataria e do Rio Grande do Sul.

“Mesmo na fase aguda da pandemia, essa clientela, que reúne mais de 60 indústrias e mais de seis mil empregos,  manteve e até mesmo ampliou seus negócios com o exterior e também reteve os empregos”, destaca.

A plataforma do FCI

 Outro pilar que contribuiu para a recuperação da Exicon é a plataforma digital do Factors Chain International (FCI)  —  ferramenta capaz de ampliar os negócios na área de cobertura de risco de crédito internacional   — , que se mostrou  ainda mais importante do que já era no que tange proporcionar segurança total dos valores exportados, continuou o empresário.

“Na atual crise ocorreram rupturas em várias cadeias de produção e de comércio, tornando de suma importância a comunicação online com os mais de 60 países e seus respectivos membros para saber o que estava acontecendo com cada empresa garantida através do sistema de cobertura de risco”, explicou. “Como estamos em meio a cadeias produtivas e de comércio, nosso modelo de negócios  e seu propósito de valor passou por mais um teste que, em nosso histórico de 31 anos, ainda não havíamos presenciado.”

Conta Souza que no primeiro semestre de 2020, após início da pandemia,   pequenas e médias empresas passaram por grandes dificuldades financeiras, principalmente no setor de varejo do mercado doméstico. As que não conseguiram se adaptar rapidamente para o ambiente digital, sofreram muito com a queda nas vendas. “Por outro lado, vimos as que já iniciavam esse movimento digital acelerarem esta mudança para poderem sobreviver”.

Auxílio
Já o grupo Exicon optou por um maior estreitamento com sua clientela no intuito de auxiliá-los a superar as dificuldades.

Na contramão das dificuldades do varejo interno, as empresas voltadas para vendas ao mercado externo se beneficiaram do aumento de pedidos para o exterior.  Beneficiados pela desvalorização do real frente ao dólar, os produtos brasileiros se tornaram mais competitivos no mercado externo. Em compensação, houve dificuldades para as pequenas e médias fábricas  renovarem suas linhas de crédito junto aos bancos, devido às incertezas do mercado de forma geral, assinala.

Oportunidades do mercado

Mesmo na fase aguda da Covid-19, o grupo Exicon aproveitou as oportunidades do mercado  para aumentar a sua base de clientes carentes de fomento e daqueles que dependiam de segurança em relação à liquidez dos clientes no exterior, o que foi viabilizado por meio da plataforma digital do FCI.  “A relação próxima que mantemos com os nossos clientes e parceiros, foi um fator chave para entendermos suas necessidades. Ao mesmo tempo, pudemos oferecer de forma customizada as soluções certas que eles precisam para enfrentarem os desafios e aproveitarem as oportunidades oferecidas pelo mercado durante o ano de 2020”.

Sobre as lições aprendidas ao longo de um ano atípico,  Souza admite que o trabalho  remoto tornou-se imprescindível  de forma a permitir a continuidade dos negócios, mesmo em tempos de pandemia. “Para nós, o modelo  funcionou bem e, mesmo após a liberação para o retorno, mantivemos  colaboradores em home office devido ao fato de as creches e escolas permanecerem fechadas. Também programamos rodízios de home office em alguns setores e evitamos aglomerações. Essas medidas possibilitaram a redução de custos com viagens a São Paulo, SC , RS, mas, mesmo assim, sempre nos mantivemos presentes nos contatos com os clientes”.

Confiante na retomada dos negócios de uma forma mais efetiva em 2021, Souza projeta fechar o ano com um volume corrente de comércio de US$ 150 milhões. “ Diante das adversidades que enfrentamos, esse resultados nos deixa muito satisfeitos.”

 

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