South Service Trading deve fechar o ano com forte avanço nas importações e um novo recorde na corrente de comércio exterior

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Madeiras mais uma vez foi destaque nas exportações da trading

A South Service Trading, do grupo Exicon, de Porto Alegre, deverá fechar o ano com um incremento de 32% nas exportações e de 280% nas importações. Isso resultou em um avanço de 182% na corrente de comércio internacional da empresa até novembro, em comparação a 12 meses de 2020.

As exportações representaram 25% no volume de negócios e as importações 75%, alterando de forma significativa a proporção em relação a 2020, na qual as importações representaram 55% e as exportações 45% do faturamento.

Essa mudança, segundo Alexandre Bücker de Souza, diretor-geral do grupo Exicon, requisitou um forte engajamento, a contratação de novos colaboradores e treinamento para responder rapidamente às necessidades dos clientes.

Mesmo em uma conjuntura adversa provocada pela pandemia da covid-19, o grupo logrou uma “rápida adaptabilidade”, o que  se constitui em um “diferencial” da  empresa em seus 32 anos de existência, acrescentou.

Pandemia

Ao avaliar os efeitos da pandemia sobre a forma de a empresa realizar seus negócios, o empresário notou que  durante este ano o grupo operou na maior parte do tempo um ambiente híbrido, de alternância entre o home office e o presencial. Nessa linha, os coordenadores das áreas de negócios tiveram de construir estratégias com suas equipes a fim de alcançar as metas desejadas. “Felizmente, esse esforço coletivo resultou em excelentes resultados”, avaliou.

Ao total, a corrente de comércio com o exterior do grupo fechou até novembro redor de US$ 310 milhões. No lado das exportações, os compensados de pinus e produtos em madeiras  mais uma vez se destacaram, perfazendo 70% do global, seguido por calçados (15%),  móveis (10%),  e  outros (5%).

Já nas importações, a trading gaúcha soube aproveitar a oportunidade do descompasso entre a oferta e  demanda do aço no mercado interno, e isso resultou em um  incremento do produto, a ponto de inverter o perfil de receitas na corrente de comércio exterior da empresa em comparação ao ano anterior.

“Muitos clientes distribuidores de aço tiveram de buscar produtos no exterior para atenderem suas demandas  e manter um fluxo adequado . Por sermos uma das únicas empresas do país com certificação de qualidade  de produtos e processos, tivemos uma boa resposta em termos de volume de negócios”, explicou Souza

O item aços longos, com 55% do total das importações, foi o que mais se sobressaiu seguido por aços planos (25%) e aços para protensão  (5%).  O restante foi completado por pneus (10%), máquinas e equipamentos (3%) e outros (3%).
PMEs
Com mais de 60 pequenas e médias empresas como clientes, Souza deu especial menção ao  Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDIC) do grupo, que  oferece capital de giro necessário para realização das operações.

“Neste ano de 2021, o FDIC, teve um papel de suma importância de auxilio às  PMEs que atuam  em nossa corrente de comércio exterior.  Aportamos  R$ 15 milhões no fundo, com o intuito de incrementar e dar suporte de capital de giro aos nossos clientes , elevando seu patrimônio para cerca de  R$ 70 milhões”.

Com um crescimento de 128% em comparação a 2020, o FDIC chegou a R$ 300 milhões, atendendo diversos setores como eletro- eletrônicos, alimentos, embalagens, gráficas, aço, calçados, móveis, curtumes, pneus entre outros.

Sobre os cenários para 2022, Souza prevê  um dólar atrativo para as exportações, ainda acima dos R$ 5,50 nos próximos quatro meses. “O país vai entrar em uma acirrada disputa eleitoral e vemos uma taxa de câmbio volátil, pois, além das questões internas, veremos um aumento na taxa de juros americana para conter a inflação também”.

Com vários desafios pela frente, o grupo Exicon pretende  reforçar a sua equipe de colaboradores e em treinamento, além de acelerar ainda mais o investimento na área de TI e na digitalização de processos. “A tecnologia é um grande diferencial no setor de comércio exterior, na qual a rastreabilidade das cargas, a transparência e a ação preventiva podem ser um divisor de águas em termos de competitividade e isso exige constantes investimentos”, avalia.

 

 

 

 

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