UTE da Bolognesi iniciará operação comercial em janeiro de 2021

Navio de GNL/Petrobtras

 A Usina Termelétrica (UTE) de 1.238 MW que o grupo Bolognesi deverá instalar em Rio Grande, com investimentos de R$ 3,5 bilhões, está com o início de operação comercial previsto para janeiro de 2021, informou a MODAL o diretor da empresa Ricardo Pigatto. Anteriormente havia sido estimado para janeiro de 2019.
“A postergação de dois anos na operação do empreendimento deve-se ao fato de que há hoje, no país, excesso de oferta, além de uma queda no consumo de 2,5%, no período de 12 meses até maio último, em razão da crise da economia. Por causa disso, as distribuidoras de energia estão sobrecontratadas, o que justifica o adiamento do início da operação.”
As obras devem iniciar em meados de 2017. O gás natural a ser utilizado como combustível será fornecido pela Shell, a maior supridora de GNL (Gás Natural Liquefeito) do mundo. Independente da operação da usina térmica, a Shell e a Bolognesi deverão ofertar gás natural ao mercado já no final de 2019. O empreendimento ainda aguarda a emissão de LI (Licença de Instalação) que está com seu trâmite em andamento.  A previsão é que o empreendimento gere no pico das obras 2.400 empregos diretos e 5 mil indiretos. O faturamento previsto é de R$ 2,5 bilhões por ano.
A construção de um gasoduto Rio Grande-Triunfo, com extensão de 311 quilômetros e capacidade de 8,0 MM de m³/dia, incluído no projeto da empresa, ainda se encontra em  análise pelo governo federal. O preço de suprimento do GNL é o fator-chave para definir o potencial de atendimento do mercado.

Principais dados:
O projeto integrado para o fornecimento de solução de suprimento de energia elétrica e gás natural para a região Sul do Brasil, além da Usina Termelétrica (UTE) de 1.238 MW, a gás natural com consumo aproximado de 5,5 MM m³/dia, é composto de:
Terminal de estocagem e regaseificação de gás natural liquefeito (GNL), com capacidade de 14 MM m³/dia; Gasoduto Rio Grande-Triunfo, com extensão de 311 km e capacidade de 8,0 MM de m³/dia;
Projeto Vencedor do Leilão A-5, de novembro/2014, da Aneel;
Potência Instalada: 1.508 MW;
Consumo: 5,5 MM m³/dia de GNL;
Tipo: Ciclo Combinado, com alta eficiência;
Contratos de venda de energia no Mercado Regulado, com Usina Termelétrica Rio Grande;
Vigência de 25 anos.
Início da operação: janeiro 2021
Terminal de Estocagem e Regaseificação de GNL Capacidade média de regaseificação: 14 MM m³/dia de Gás Natural;
Capacidade pico de regaseificação: 21 MM m³/dia de Gás Natural;
Capacidade de estocagem: 173.000 m³ de GNL;
Terminal de Estocagem e Regaseificação de GNL
Volume equivalente a cerca de 50% do Gás Natural importado da Bolívia;
Fornecerá 5,5 MM m³/dia de GNL à UTE, ofertando o excedente de 8,5 MM m³/dia para o mercado.

 

Facebook
X
LinkedIn
WhatsApp
Email
Threads

Últimas Notícias

Cobrança 100% proporcional do Free Flow deve avançar com novas concessões, diz ABCR

Da Redação Revista Modal A transição para o modelo de cobrança de pedágio sem barreiras físicas, o Free Flow, abre caminho para uma transformação ainda mais profunda nas rodovias brasileiras: a adoção de tarifas 100% proporcionais aos quilômetros efetivamente rodados pelos motoristas. Embora a mudança exija evolução regulatória e contratual, a tendência é que a tarifação por quilômetro percorrido entre em definitivo na agenda das novas concessões e nas adaptações dos contratos existentes no país, afirma Marco Aurélio Barcelos, presidente

Leia Mais »

Concessões e aluguel de frotas impulsionam mercado de máquinas da Linha Amarela

A expansão dos investimentos em concessões públicas de infraestrutura e o ritmo aquecido da mineração estão impulsionando as vendas de máquinas pesadas no Brasil, criando um cenário de resiliência para o setor de bens de capital mesmo sob o impacto de juros altos e crédito restrito. Segundo dados da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), as comercializações de equipamentos da chamada Linha Amarela — grupo que reúne escavadeiras, pás-carregadeiras e rolos compactadores — devem crescer 4% em

Leia Mais »

Paving Expo 2026 projeta 35 mil visitantes e consolida o novo ciclo de investimentos na infraestrutura viária do país

O tom do setor de infraestrutura viária no Brasil não é de triunfalismo de fachada, mas o de constatação pragmática. No epicentro da pavimentação e das concessões rodoviárias, o investimento privado e as obras públicas deixaram o terreno das promessas para se tornar demandas imediatas de engenharia. A trajetória da Paving Expo reflete essa virada de chave no mercado nacional. Após registrar recordes sucessivos e saltar de 19,8 mil visitantes em 2023 para mais de 31 mil, 300 marcas e

Leia Mais »
Não temos mais posts para mostrar

Cobrança 100% proporcional do Free Flow deve avançar com novas concessões, diz ABCR

Da Redação Revista Modal A transição para o modelo de cobrança de pedágio sem barreiras físicas, o Free Flow, abre caminho para uma transformação ainda mais profunda nas rodovias brasileiras: a adoção de tarifas 100% proporcionais aos quilômetros efetivamente rodados pelos motoristas. Embora a mudança exija evolução regulatória e contratual, a tendência é que a tarifação por quilômetro percorrido entre em definitivo na agenda das novas concessões e nas adaptações dos contratos existentes no país, afirma Marco Aurélio Barcelos, presidente

Leia Mais »

Concessões e aluguel de frotas impulsionam mercado de máquinas da Linha Amarela

A expansão dos investimentos em concessões públicas de infraestrutura e o ritmo aquecido da mineração estão impulsionando as vendas de máquinas pesadas no Brasil, criando um cenário de resiliência para o setor de bens de capital mesmo sob o impacto de juros altos e crédito restrito. Segundo dados da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), as comercializações de equipamentos da chamada Linha Amarela — grupo que reúne escavadeiras, pás-carregadeiras e rolos compactadores — devem crescer 4% em

Leia Mais »

Paving Expo 2026 projeta 35 mil visitantes e consolida o novo ciclo de investimentos na infraestrutura viária do país

O tom do setor de infraestrutura viária no Brasil não é de triunfalismo de fachada, mas o de constatação pragmática. No epicentro da pavimentação e das concessões rodoviárias, o investimento privado e as obras públicas deixaram o terreno das promessas para se tornar demandas imediatas de engenharia. A trajetória da Paving Expo reflete essa virada de chave no mercado nacional. Após registrar recordes sucessivos e saltar de 19,8 mil visitantes em 2023 para mais de 31 mil, 300 marcas e

Leia Mais »
Não temos mais posts para mostrar

Sua marca entre os principais players da logística nacional

A Revista Modal oferece espaços publicitários e oportunidades de parceria para empresas que desejam se destacar no setor.

Entre em contato e solicite nosso Mídia Kit.