Yamamoto, da ABBeólica, acredita que o mercado livre é o caminho dos projetos eólicos do RS

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Sandro Yamamoto, da ABBeólica

Sandro Yamamoto, diretor técnico da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABBEólica), acredita que o mercado livre é o caminho para os projetos eólicos do Rio Grande do Sul, devido à competição cada vez maior nos leilões de energia. Em palestra na Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul, ele disse que “os leilões estão muito apertados e não há tanta demanda, na medida em que as expectativas sobre o PIB são de queda”.

“Toda vez que há essa redução do PIB, as quase 50 distribuidoras de energia do país reduzem a quantidade de energia que precisam comprar”, afirmou. “Com isso, a competição nos leilões fica muito grande e só de eólicas para o leilão deste mês de junho temos 20 Giga cadastrados”.

Lembrou que quando da introdução da energia eólica no Brasil, por meio do Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas), em 2009, os contratos eram mais “amigáveis”, o que se diferencia dos tempos atuais em que os contratos são mais rígidos, têm exigências no mês.  “Hoje se discute a implementação a partir de 2020 de cálculo em base horário do preço spot da energia elétrica, o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD). Nós, da ABBeólica, somos contrários a esse PLD já em 2020 e achamos que há necessidade de um entendimento melhor sobre o assunto”, disse.

Yamamoto defendeu um maior foco dos empreendedores gaúchos de energia eólica no mercado livre e lembrou que somente no ano passado este segmento comercializou mais de 2 Gigawatts de parques eólicos, enquanto que nos leilões foi de 1 Gigawatt. “São grandes consumidores de energia que estão optando pelo mercado livre que já demonstrou ser uma alternativa segura”.

O diretor técnico da ABBEólica ainda destacou as vantagens competitivas do Rio Grande do Sul em relação ao Nordeste no que se refere à logística e a tributação. “É sabido que o Porto de Rio Grande representa um diferencial em comparação a outros estados, no que se refere à logística, o que pode facilitar a importação de equipamentos de energia eólica. Além disso, existe  um bom diálogo do setor com o órgão ambiental, o que deve favorecer a expansão do setor  no mercado livre”.

Ao falar sobre o potencial eólico do estado, de 100 GW a 100 metros de altura, conforme o Atlas Eólico do RS, ele afirmou que nos últimos anos a tecnologia evoluiu muito e os novos aerogeradores vendidos hoje, cuja potência varia de 4  MW a 6 MW a mais de 170 metros de altura, colocam o estado diante de um potencial de 240 Giga, sem contar o potencial offshore, de 80 Giga, das lagoas e do mar.

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