BRDE do RS planeja financiar cerca de R$ 100 milhões para infraestrutura de municípios

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Porto Alegre é um dos municípios inscritos no Programa Avançar Cidades/foto/Divulgação Prefeitura

A Gerência de Infraestrutura do BRDE no Rio Grande do Sul definiu como prioridade, neste ano, o Programa Avançar Cidades, dado ao grande interesse por recursos para a infraestrutura. A meta é contratar pelo menos R$ 100 milhões, dos quais o banco já possui projetos em carteira de 50 municípios, inclusive de Porto Alegre, o correspondente a 3,28 milhões de habitantes, totalizando R$ 131,8 milhões de financiamento em análise.

Até o momento, 27 tiveram os seus projetos validados pela STN (Secretaria do Tesouro Nacional), enquanto que pelo menos dois municípios encontram-se em fase final de homologação pelo Ministério das Cidades, , segundo informou Paulo Raffin, gerente de operações da Agência do RS.

Demanda reprimida

“Existe uma grande demanda reprimida por recursos nos municípios devido às carências de infraestrutura, sobretudo na área de mobilidade urbana”, pontuou Raffin, acrescentando que por meio dessa estratégia será possível ampliar o número de operações, o que compensará o ticket menor, em comparação ao ano passado. “Em 2017, financiamos grandes projetos de energia eólica, o que, neste ano, não deve ocorrer”, explicou.

Objetivo
Lançado no ano passado pelo governo federal, o programa Avançar Cidades tem o objetivo de impulsionar projetos de infraestrutura de sistemas de transporte coletivo e de transporte não motorizado, além da elaboração de projetos executivos e planos de mobilidade urbana. Com recursos do Programa Pró-Transporte, o Avançar Cidades prevê R$ 3,7 bilhões de recursos do FGTS, com valor mínimo de financiamento de R$ 5 milhões e máximo de R$ 200 milhões.

Projetos de energia eólica
A Gerência de Infraestrutura e Setor Público foi criada em 2013 e já no mesmo ano realizou a terceira maior contratação do BRDE, desde o Plano Real, quando financiamos o projeto de implantação do Complexo eólico de  Geribatu composto por 10 parques eólicos, com potência de 258 MW, suficiente para atender cerca de 1,5 milhão de habitantes, em Santa Vitória do Palmar/RS. O investimento foi de R$ 1 bilhão e contou com financiamento do BRDE (R$ 200 milhões) e do BNDES (R$ 400 milhões).

Na sequência,  o BRDE  financiou em consórcio com o BNDES o restante dos parques eólicos formadores do grande Complexo Eólico Campos Neutrais, em um total de R$ 2,2 bilhões, dos quais R$ 580 milhões do BRDE.

Outro parque eólico financiado foi o complexo composto por 12 Parques, localizado em Santa Vitoria do Palmar, com capacidade instalada de 207 MW, investimento de R$ 1,1 Bilhão e financiamento do BRDE (R$ 230 milhões) e BNDES (R$ 312,2 milhões), passando a ser a ser a segunda maior operação em valor de contratação do banco, desde o Plano Real.
PCHs
Nesse período também foram contratadas operações com Pequenas Centrais Hidrelétricas, destacando-se a PCH Santa Carolina, com contratações de R$ 25,3 milhões em 2015, a Hidrelétrica Jardim, com contratações de R$ 31 milhões em 2016 e 2017, entre outras. E também para a Sepé Geração de Energia, usina de biomassa (queima de casca de arroz), com potência instalada de 8 MW, em 2017, no valor de R$ 35,3 milhões.

A mesma área do banco financiou operações de infraestrutura portuária, com a Tegrasa, do Porto do Rio Grande, na modernização da estrutura de distribuição de energia e de telecomunicações  e obras de implantação e modernização viária de 27 municípios gaúchos, nos anos de 2015 e 2016, financiando R$ 60 milhões em obras, principalmente de pavimentação viária.

Em 2017, a gerência de infraestrutura e setor público chegou a contratar 53% de todas as operações realizadas pelo BRDE no Rio Grande do Sul.

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