Estado da Bahia continua competitivo em energia eólica

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O estado da Bahia, com 18 projetos correspondentes a 493 MW, foi o grande vencedor no segmento de fontes eólicas no 8º Leilão de Energia de Reserva (LER) realizado na sexta-feira (13/11) pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Maranhã, com um projeto, de 30 MW, e o Rio Grande do Norte, igualmente com um projeto de 25,20 MW foram os demais estados contemplados. O preço médio contratado ficou em R$ 203,46 por MWh, o que equivale a um deságio de 4,48% em relação ao preço teto originalmente estabelecido em R$ 213,00 por MWh.

Mais uma vez o Rio Grande do Sul não logrou emplacar nenhum projeto de energia eólica e nem mesmo de geração solar fotovoltaica, que somou 929,4 MW. O certame contou com um recorde de projetos inscritos para participação, 730 projetos de energia eólica e 649 empreendimentos de energia fotovoltaica, totalizando uma capacidade instalada de 38.917 MW, distribuída entre 14 estados.    Deste total, porém, apenas 53 empreendimentos foram negociados: 20 projetos de geração de energia eólica e 33 de geração solar fotovoltaica, segundo informou Eder Oliveira, especialista da área de gestão de riscos da GV Energy.

Ao total, serão investidos cerca de R$ 6,8 bilhões, que devem ajudar a reduzir os riscos de desequilíbrio entre a oferta e a demanda de energia em longo prazo. Os empreendimentos através de fontes solares, apresentaram um deságio recorde de 21,85% frente ao preço inicial de R$ 381,00 por MWh, resultando em um preço médio para a fonte de R$ 297,75 por MWh. “Este é o sinal de que o governo tem tentado cada vez mais tornar competitiva a energia proveniente de fontes eólicas e solares, de forma a manter os preços mais atrativos para as distribuidoras de energia”, afirma Oliveira.

Na média total, os contratos que iniciarão a partir de 1º de novembro de 2018 e terão duração pelo prazo de 20 anos, apresentaram um preço de R$ 249 por MWh, o que representa um deságio de 15,35% quando comparado ao teto fixado, ou seja, uma economia para os consumidores finais da energia, explicou Oliveira.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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