Grupo Bolognesi renegociou 95% dos contratos da UTE Rio Grande com as distribuidoras

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Ricardo Pigatto

A UTE Rio Grande, do grupo Bolognesi, está em fase de conclusão de negociações com as empresas distribuidoras de energia para que os respectivos contratos de operação comercial sejam  postergados para 1º janeiro de 2021. O empreendimento de R$ 2,9 bilhões, conforme leilão realizado em novembro de 2014, deveria gerar 1.238 MW a partir de 1º de janeiro de 2019.

A negociação está baseada na Resolução Normativa 711/2017, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o que também atenderia ao interesse das distribuidoras em reduzir a sobrecontratação de energia. Foi o que informou a Modal o diretor da Regás, do Grupo Bolognesi, Ricardo Pigatto, a propósito do processo de cassação de outorga do empreendimento que, no momento, encontra-se em fase de instrução na Agência. A Aneel tem um prazo de 90 dias, a contar da primeira quinzena de agosto, para pautar o processo em reunião pública.

Pigatto lembra que mais de 95% dos CCEAR (Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado) já foram renegociados com as distribuidoras, em um total de 38 empresas, faltando apenas a CPFL e Celesc para completar o processo.  “É importante ressaltar que todo o processo relativo à implantação da UTE Rio Grande está compatível com a nova data de inicio de suprimento. As garantias foram aportadas, os CCEARs foram assinados, o contrato de suprimento de gás formalizado, os licenciamentos ambientais estão em fase final, as questões fundiárias resolvidas e os contratos de construção (EPC) firmados. Além disso, o retorno à estabilidade econômica do país permite a retomada dos financiamentos dos projetos em condições semelhantes àquelas de novembro de 2014.”

Pigatto ressalta que o projeto da UTE Rio Grande da Bolognesi Energia  se configura como  de extrema importância para Brasil. Além de garantir o suprimento de energia de forma confiável , independentemente do clima, e a baixo custo, por meio  de fontes limpas e intermitentes,  viabiliza uma alternativa regional de suprimento de gás natural para o Rio Grande do Sul, que hoje está sem capacidade de expansão.

 

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