Redução de custos com telefonia celular: desafio ou oportunidade para as empresas?

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Por Marisa Bonow Lemieszek

Em tempos de crise torna-se imperativo reduzir custos, e um dos principais gargalos são as despesas com telecomunicações e, mais especificamente, telefonia celular e banda larga. No empenho em reduzir custos, as empresas decidem cancelar de serviços, modificar planos, efetuar maior controle da duração das chamadas, ou, simplesmente, trocar de operadora.
Entretanto, qualquer mudança deve ser precedida de uma reflexão adequada sobre o impacto das ações no próprio negócio da empresa: O cancelamento de serviços ou alteração de plano não limitará os recursos necessários à administração, ações e projetos corporativos? O controle de chamadas não reduzirá as oportunidades do mercado, a qualidade do serviço, ou a própria competitividade da empresa? A troca de operadora é garantia de menor custo?
Esses aspectos são de difícil contabilização, mas cada um deles pode representar um risco, vulnerabilidade da rede, ou até prejuízo real para a empresa. O mercado de telefonia móvel no Brasil é altamente competitivo, o que explica a variedade de pacotes oferecidos pelas operadoras, cuja estratégia é conquistar o cliente através da oferta de aparelhos atrativos vinculados a planos de serviços raramente de acordo com o perfil do cliente.
Assim, a apresentação de planos com maior disponibilidade de chamadas e acesso à internet tem o objetivo de estimular o usuário a aumentar o uso do celular para chamadas, navegação e utilização de aplicativos que consomem banda. Ao receber a fatura mensal o cliente se surpreende com os valores e, possivelmente, irá enfrentar dificuldades na identificação dos serviços contratados devido à falta de clareza no detalhamento do consumo. É usual a incidência de erros e cobranças improcedentes devido à complexidade do sistema de faturamento das operadoras. Os direitos do cliente na contestação de valores são previstos na legislação, mas o processo geralmente é demorado o que causa desgaste e insatisfação com a operadora.
Na tentativa de cancelar ou alterar o plano, o cliente é informado da incidência de multa na rescisão antecipada do contrato, e se depara com o dilema de pagar a multa ou arcar com o prejuízo na permanência de um serviço inadequado. Embora a concorrência seja positiva, o mercado de telecomunicações é dinâmico e uma escolha errada poderá gerar ainda mais custos ou afetar a comunicação da empresa, porisso é fundamental que o gestor de TI faça as seguintes perguntas:
Qual é o perfil de tráfego da empresa? Para isso é necessário fazer um levantamento detalhado de todas as chamadas originadas e do consumo de dados em, pelo menos, noventa dias de tráfego normal; Os serviços contratados e os recursos disponíveis na empresa atendem à demanda? O perfil de tráfego vai indicar quais os serviços necessários. A análise das faturas irá informar se a franquia foi excedida ou se o consumo não atinge o limite contratado, nas duas situações poderá haver prejuízo para a empresa. A empresa está ciente dos serviços que geram mais gastos e como utilizar adequadamente o plano?
Alguns exemplos: As chamadas interurbanas efetuadas por pelo código de outra operadora aumentam significativamente o valor da ligação. O serviço tarifa zero, que isenta de custos as ligações entre celulares da mesma empresa deve ser avaliado em função do tráfego médio intragrupo. As faturas estão corretas? A cobrança indevida, os erros em conta, as inserções de serviços não contratados são comuns e muitas vezes passam despercebidos quando o plano não é adequado ao perfil de tráfego. Quando a empresa possui uma quantidade considerável de celulares, a análise é mais complexa e, como a possibilidade de redução de custos é proporcionalmente maior.
Nesses casos é recomendável a contratação de um consultor independente, sem vínculo com operadoras ou fabricantes de equipamentos. Ele poderá fazer uma análise detalhada e isenta das características do tráfego de voz e dados, dos serviços existentes e dos que realmente são necessários para o desempenho eficiente e confiável da atividade corporativa. Com as características específicas da rede, o consultor irá apresentar às operadoras os requisitos para uma solução mais adequada e negociará valores, visando uma economia expressiva e qualidade do serviço.
Conclusão: A gestão eficiente das telecomunicações proporciona maior competitividade para a empresa através da inovação nas ferramentas gerenciais e redução de custos.

 

 

 

 

 

 

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