RS é pioneiro na instalação das primeiras passarelas que cumprem as normas de acessibilidade

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Divulgação

O Rio Grande do Sul é o estado pioneiro na instalação das primeiras passarelas que atendem as normas de acessibilidade, de acordo com a NBR 9050:2015.
As cinco primeiras foram instaladas em Rio Grande, em junho último, pela Construtora Cidade. Outras 19 devem ser construídas no trecho metropolitano da BR-116/RS. O contrato, assinado com o Dnit em 2014, além das novas estruturas, prevê a reforma de outras três existentes, com um total de cerca de R$ 72,9 milhões.
De acordo com o engenheiro Augusto Tozzi, da Construtora Cidade, no momento as cinco passarelas instaladas em Rio Grande e as primeiras quatro do trecho de Novo Hamburgo — as demais dependem da liberação de recursos por parte do Dnit—, são, provavelmente, as únicas que atendem 100% os requisitos de acessibilidade no país.
Conforto segurança
Com estruturas metálicas na cor amarela, para chamar a atenção, as passarelas priorizam o conforto e a segurança para o deficiente físico, além de proporcionar maior visibilidade como requisito de segurança. Com telhas de cobertura na travessia e iluminação, elas são dotadas de telas para coibir o vandalismo e também o suicídio, muito comum nesses locais.
O projeto, idealizado pelo engenheiro Tozzi, despertou interesse no Ministério dos Transportes para servir de modelo a instalação de passarelas nas demais estradas do país.
“Com o advento das licitações por RDCI (Regime Diferenciado de Contratação Integrada), foi possível desenvolver um projeto mais racional. Formamos uma equipe de projetistas composta por um arquiteto, engenheiros, topógrafos e desenhistas, resultando um projeto modulado com apelo à industrialização.”
A melhor solução para pedestres
Segundo a publicação dos consultores internacionais de transporte e segurança rodoviária  Philip A. Gold e Charles L. Wright, “Passarelas e Segurança do Trânsito”,  os acidentes de trânsito são responsáveis por  aproximadamente 100 mil óbitos e US$ 30 bilhões em perdas econômicas por ano na América Latina e no Caribe. Geralmente, entre 30% e 70% das vítimas fatais são pedestres, além de muitos dos feridos. Muitos dos pedestres atropelados são atingidos ao atravessar vias em condições extremamente perigosas. Em parte desses locais, as passarelas são a melhor solução para os pedestres e os ocupantes dos veículos.
O acompanhamento dos resultados da implantação de passarelas revela a eliminação de até 100% dos atropelamentos e, paralelamente, uma diminuição das perturbações ao fluxo veicular.
Quando as passarelas são bem projetadas, construídas e mantidas, quase todos os pedestres as utilizam quando o trânsito é perigoso, e a maioria sempre as utiliza. A solução é “sinérgica”: os pedestres eliminam o risco de serem atropelados e os motoristas e passageiros desfrutam de um trânsito ininterrupto.

 

 

 

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