Trading Exicon prevê incremento de 10% nas receitas em 2018

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Alexandre Bücker de Souza/Divulgação

O crescimento do mercado imobiliário nos Estados Unidos, favorecido pelas baixas taxas de juros mantidas pelo banco central (Federal Reserve), em conjunto com a recuperação da economia brasileira, são alguns dos fatores que sustentam para 2018 o otimismo do grupo Exicon, de Porto Alegre, controlador de uma das mais tradicionais tradings da região Sul do país.

Em 2017, apesar da crise, o grupo gaúcho conseguiu atenuar uma queda nos negócios que poderia ter sido mais drástica graças ao aumento de demanda por móveis, madeira e compensados de pinus dos mercados americano e europeu, fechando o ano com uma queda de 10% nas receitas em comparação ao ano anterior.

Para este ano, a empresa, que completará 29 anos de existência, planeja inverter o resultado de 2017, com um crescimento positivo de 10%. “Devido à recessão do país, nos dois últimos anos nossas importações sofreram uma queda de 40%, o que também foi compensado, em parte, por serviços como o fomento e garantia do valor exportado”, informou a MODAL o diretor geral do grupo, Alexandre Bücker de Souza.

Produto pioneiro

Produto pioneiro no Brasil, similar ao seguro de crédito para exportação e conhecido no exterior como supply chain finance ou financiamento e garantia de crédito a cadeias de abastecimento, ele prevê uma rigorosa análise e cobertura dos riscos de crédito. “Muitas empresas, em função da recessão do mercado interno, passaram a buscar o mercado externo, tanto que o Brasil fechou 2017 com um superávit recorde de US$ 67  bilhões. E isso acabou nos beneficiando duplamente: por embarques e pela procura de cobertura de risco de crédito”, explicou o diretor geral do grupo.

China

“O empresário que pretende exportar para a China, por exemplo, recebe de nossa empresa uma garantia do valor exportado graças às parcerias que dispomos com bancos como o  HSBC, Bank of China e Citic. Num prazo de 90 dias, desde o vencimento da fatura, em caso de inadimplência do importador, o  banco garantidor pagará 100% do valor de reembolso ao exportador brasileiro”.
Além da China, o grupo dispõe de garantias com bancos de primeira linha dos Estados Unidos e em países da Europa, África e América Latina.
Bücker explica que atualmente, na medida em que é aprovada uma linha de crédito para determinada empresa, é muito difícil acontecer uma inadimplência. “Em 2008, logo após a quebra do Lehman Brothers, houve uma grande procura por garantias e chegamos a atuar em setores como os de mármore e granito”.

Clientela

Com atuação nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, o grupo tem entre sua clientela uma forte participação de MPEs. Entre os principais produtos transacionados do  mercado externo são destaques: aços (longos e planos), vestuário, iluminação de led, calçados, couros, móveis, madeireiro, maquinários em geral e alimentação.

Solução integrada

Com filiais em Itajaí, onde dispõe de um armazém logístico (5 mil m2), Imbituba (SC) e Novo Hamburgo (RS), além de representação em Hong Kong,  a trading atua em todo o Brasil por meio de parceria com empresas de transporte.

“Além de uma série de serviços, também oferecemos solução integrada ao cliente por meio da qual o produto é coletado na porta do embarcador e entregue na porta do comprador (porta a porta) no local desejado, seja no mercado interno ou no exterior”, destaca Bücker.

Confiante na recuperação do mercado interno, o empresário prevê um equilíbrio na participação das exportações e importações nas receitas da empresa para este ano. “Com inflação baixa e taxas de juros em declínio, acreditamos na retomada da economia e isso pode favorecer as importações de produtos como motopeças, aço, vestuário, iluminação led, automotivos e autopeças para competir com o mercado nacional e contribuir para estabilizar a inflação”, afirma.

 

 

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