Dados divulgados pela Portos RS nesta semana revelam que os terminais de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre movimentaram, entre janeiro e maio de 2026, mais de 17,5 milhões de toneladas de carga — o maior volume registrado para o período em uma década, com um crescimento de 5,15% em relação aos primeiros cinco meses de 2025 .
O Porto do Rio Grande processou 17 milhões de toneladas, um salto de 5,3%. Mas foi na movimentação de contêineres que o terminal demonstrou sua força: um crescimento de 12,45%, atingindo 420.327 TEUs.
Na pauta de exportações, a celulose, item vital na balança comercial gaúcha, cresceu 15,18%, somando quase 2 milhões de toneladas. No setor de grãos, a resiliência produtiva do estado ficou evidente no milho, que disparou 77,9%, ultrapassando a marca de 1,39 milhão de toneladas, enquanto a soja manteve um fluxo sólido de 1,88 milhão de toneladas.
O avanço não ficou restrito ao principal terminal. O Porto de Porto Alegre registrou uma alta de 41,6%, movimentando 155.707 toneladas. Em Pelotas, as operações de toras de madeira mantiveram a estabilidade, consolidando o porto como um hub regional especializado.
Ao todo, 1.550 embarcações atracaram nos terminais gaúchos neste início de ano. Para Fábio Machado, presidente da Portos RS, esse tráfego intenso é o resultado de um planejamento que privilegiou a agilidade em detrimento da burocracia.
“Este desempenho não é acidental; é o resultado da capacidade do nosso sistema em absorver a demanda logística com precisão”, afirma Machado. “Estamos consolidando o Rio Grande do Sul como uma plataforma logística de primeira linha, capaz de atrair investimentos que olham para a eficiência como critério fundamental de decisão.”


