Concessionária do grupo Motiva libera trecho entre Fontoura Xavier e Soledade no dia 30 de junho; meta é atingir 70 km de pistas duplicadas na “Rodovia da Produção” até o fim de 2026.
A modernização da BR-386, principal corredor logístico para o escoamento da produção do Rio Grande do Sul, ganha mais um capítulo estratégico. A concessionária ViaSul (empresa Motiva) libera ao tráfego, no próximo dia 30 (terça-feira), a partir das 14h, um novo lote de 10 quilômetros de pistas duplicadas, localizado entre os municípios de Fontoura Xavier e Soledade (do km 252 ao km 262).
A entrega, que cumpre o cronograma do contrato de concessão, ocorre poucas semanas após a liberação de outros 8 km e consolida o ritmo das obras na rodovia. Até o final de 2026, a estimativa é que a marca de 70 km de duplicações concluídas seja alcançada no Estado.
O impacto operacional e a engenharia em números
Para viabilizar o novo trecho, a operação mobilizou um contingente robusto de engenharia e infraestrutura, com um total de1.216 trabalhadores no pico das atividades e uma frota de 433 equipamentos pesados (sendo 181 caminhões e 252 máquinas).
Além da ampliação da capacidade de tráfego e do aumento da segurança viária — com a eliminação do risco de colisões frontais —, o projeto entregará ativos importantes para o fluxo regional: Implantação de um retorno em nível no km 260+700 para organizar o acesso às comunidades . Construção de duas novas pontes e ampliação das estruturas já existentes sobre os arroios Tatim (km 253+300) e Penteado (km 259+100), eliminando gargalos de afunilamento de pista e instalação de 102 novos pontos de iluminação.
Desafios de uma rodovia em plena atividade
O gerente executivo de obras da ViaSul, Ramon Becker, ressalta a complexidade de executar intervenções de grande porte sem interromper o fluxo do principal eixo econômico gaúcho.
“Duplicar a BR-386 exige planejamento detalhado e gestão rigorosa de tráfego. Estamos intervindo em uma rodovia com fluxo intenso de veículos de passeio e, principalmente, transporte de cargas. Entregar esse trecho com novas pontes, retornos e iluminação moderna significa ampliar a capacidade operacional e dar eficiência logística para quem transporta a produção gaúcha”, destaca Becker.


