Depois de mais de uma década de resultados negativos, o Grupo CEEE, justamente em um momento em que o seu acionista majoritário estuda a privatização da empresa, deverá apresentar um lucro em seu balanço consolidado a ser divulgado em março. Em entrevista a MODAL ON LINE, Paulo de Tarso Pinheiro Machado, presidente da empresa, anunciou, de forma extraoficial, um lucro líquido consolidado “perto de R$ 500 milhões”, o que deverá resultar na distribuição de dividendos aos acionistas.
Pinheiro Machado lembrou que quando assumiu a empresa, em março de 2015, a companhia havia registrado um prejuízo de R$ 725,4 milhões referente ao exercício anterior. “Graças ao empenho e dedicação do corpo de funcionários e de medidas de controle de gastos conseguimos reverter essa perda. E hoje podemos considerar a CEEE como um dos players do mercado do setor elétrico nacional”, destacou.
No ano passado, a empresa registrou um prejuízo de R$ 429,2 milhões, mas já em plena recuperação com base em medidas que foram tomadas, como a criação de um comitê de racionalização do gasto, a priorização de investimentos estratégicos para a companhia e a renegociação de dívidas , além do corte de pessoal.
Nos últimos dois anos, o grupo CEEE investiu cerca de R$ 1 bilhão em obras de geração, transmissão e distribuição, dos quais 60% de recursos externos (BNDES,BID e Agência Francesa de Desenvolvimento) e o restante de capital próprio.
Em obras de ampliações e melhorias em subestações e linhas de transmissão autorizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), concluídas em 2016 pela CEEE-GT, foram investidos R$ 87,8 milhões, o que possibilitará um incremento na receita da concessionária de cerca de R$ 13,7 milhões.
Em parceria com a Eletrosul, a empresa investiu mais R$ 29,15 milhões na ampliação da subestação Santa Maria 3 com a instalação de dois transformadores 230/69 kV 83 MVA e o seccionamento da LT 138 kV Alegrete 1 / Santa Maria.
Para 2017, estão previstos investimentos de R$ 117 milhões, da CEEE-GT, em reforços de subestações e mais R$ 350 milhões, por meio da TESB (Transmissora de Energia Sul Brasil), formado por CEEE-GT, Procable Energia e Telecomunicações S.A. e ZhejiangInsigma United Engineering Co. A Participação da CEEE é de 26 %.

Cobrança 100% proporcional do Free Flow deve avançar com novas concessões, diz ABCR
Da Redação Revista Modal A transição para o modelo de cobrança de pedágio sem barreiras físicas, o Free Flow, abre caminho para uma transformação ainda mais profunda nas rodovias brasileiras: a adoção de tarifas 100% proporcionais aos quilômetros efetivamente rodados pelos motoristas. Embora a mudança exija evolução regulatória e contratual, a tendência é que a tarifação por quilômetro percorrido entre em definitivo na agenda das novas concessões e nas adaptações dos contratos existentes no país, afirma Marco Aurélio Barcelos, presidente

