O que é preciso saber sobre as PCHs

Ricardo Pigatto

Ricardo Pigatto (*)

Este artigo tem por objetivo alertar aos leitores para que busquem conhecer um pouco mais sobre as hidrelétricas e, principalmente, sobre as Pequenas Centrais Hidrelétricas e desconfiem daqueles que, sem as conhecer, as condenam.

Desde há muito, tem se buscado criar uma campanha de esclarecimentos sobre os benefícios das centrais hidrelétricas e os reservatórios que as compõem. Entretanto, as “forças” contrárias são muito atuantes e de grande capilaridade. Apenas como exemplo recente, livros didáticos distribuídos às escolas do ensino fundamental traziam  textos segundo os quais as usinas hidrelétricas “causam  danos ao meio ambiente e desalojam milhares de trabalhadores rurais”, além de outras mentiras graves e sectárias,  satanizando as hidrelétricas para as jovens mentes receptivas por informações.  Tais corporações são incapazes de divulgar o  estudo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no qual é demonstrado que em todos os municípios onde se implantaram PCHs houve aumento do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Também omitem de forma deliberada que nas margens de cada reservatório é obrigatória a criação de áreas de preservação permanente que combatem a erosão, o assoreamento e servem de corredores da biodiversidade.

Escondem, de forma maliciosa, os monitoramentos da ictiofauna, repovoamento de espécies em extinção e recuperação da qualidade da água em rios profundamente antropizados pelo mau uso das águas (esgoto, pesticidas, captações indevidas para irrigação e muito mais).

Recentemente, a ANA (Agência Nacional da Água) publicou o Manual de Usos Consuntivos da Água no Brasil e foi noticiado, com imenso destaque, que “hidrelétricas gastam quatro vezes mais água que todo o consumo humano do país”. Este é mais um exemplo clássico da difamação maliciosa, preconceituosa, ignorante e mal-intencionada do uso de um relatório de alta qualidade.

Ao longo das próximas edições vou trazer cases que são  demonstrações clássicas do radicalismo inconsequente que destroem um setor, corroem a economia do país, provocam desemprego  e desesperança. Mas, por outro lado, mantêm os empregos dos agentes responsáveis pelos licenciamentos ambientais nos mais diversos órgãos dos estados brasileiros, além da atuação dos Ministérios Públicos, estaduais ou federal, que, sob a bandeira da proteção dos interesses difusos da sociedade, espalham o medo aos funcionários públicos.

A esperança é que a verdade se imponha e que percamos o medo de sermos reféns da situação e passemos a responsabilizar aqueles que tanto mal fazem ao desenvolvimento sustentável da geração de energia limpa e social.

(*) Empresário, diretor da Agpch e conselheiro da Abragel.

 

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