A falta de planejamento dos projetos é um dos principais fatores que dificultam o desenvolvimento da infraestrutura no Brasil. Essa foi a conclusão unânime dos participantes do Seminário sobre Obras Públicas, realizado no período de 10 a 11 de novembro passado, no auditório Mondercil Paulo de Moraes do Ministério Público Estadual (MPE), em Porto Alegre.
“Houve uma convergência entre os participantes sobre a falta de planejamento no setor”, afirmou a MODAL o presidente do Fórum de Infraestrutura das Entidades de Engenharia do RS, Cylon Rosa Neto. O fato é que todas as mazelas que afetam as obras do setor, como a interrupção de obras determinadas pelos órgãos de controle, tanto em nível de TCE e MPE, como na área ambiental, são consequências da falta de planejamento, acrescentou Rosa Neto. “A realidade é que perdemos a cultura de planejar. ”
Com o objetivo de listar as conclusões da série de painéis que fizeram parte da programação do evento, o Fórum de Infraestrutura, em conjunto com as demais entidades apoiadoras, deverá divulgar um documento a ser encaminhado aos poderes públicos. “Trata-se de uma ação cidadã em busca de soluções para a nossa infraestrutura que se ressente da falta de planejamento dos projetos”, resumiu.
O Seminário foi realizado com o apoio do Crea-RS; Tribunal de Contas do Estado(TCE), Sociedade de Engenharia do RS, Sindicato dos Engenheiros-RS, Sicepot-RS, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RS), CAU-RS, Sinduscon-RS e Ageos.

Cobrança 100% proporcional do Free Flow deve avançar com novas concessões, diz ABCR
Da Redação Revista Modal A transição para o modelo de cobrança de pedágio sem barreiras físicas, o Free Flow, abre caminho para uma transformação ainda mais profunda nas rodovias brasileiras: a adoção de tarifas 100% proporcionais aos quilômetros efetivamente rodados pelos motoristas. Embora a mudança exija evolução regulatória e contratual, a tendência é que a tarifação por quilômetro percorrido entre em definitivo na agenda das novas concessões e nas adaptações dos contratos existentes no país, afirma Marco Aurélio Barcelos, presidente

