Ômega Geração admite repotenciação das turbinas dos parques eólicos do RS adquiridos junto à Eletrobras

Chuí 1/ Divulgação

Uma série de ações começa a ser programada pela Ômega Geração nos parques eólicos localizados em Santa Vitória do Palmar e no Chuí, no Rio Grande do Sul, recentemente adquiridos junto à Eletrobras. Thiago Linhares, diretor de operação e manutenção da Ômega, informou à MODAL que a empresa pretende investir em várias frentes.

Os parques, segundo o executivo, apresentaram  historicamente um fator de capacidade líquido aproximadamente 10% abaixo da certificação. E, devido ao significativo atraso nas obras de implantação, eles também perderam os contratos de longo prazo regulados, o que levou, não só a sobre custos, como a novas contratações junto a clientes do mercado livre de energia.

“O valor do investimento na aquisição, associado ao preço de venda da energia e demais variáveis de custo, levarão a Ômega a ter retornos de mercado se conseguir melhorar o desempenho e margens do projeto, com base em seu plano de negócios para os próximos anos”, explicou.  “Há muito a fazer, todavia entendemos que nossa empresa conta com conhecimento e equipe para atingir esse objetivo”.

A ideia da empresa é investir nos parques entre R$ 150 milhões a R$ 200 milhões adicionais ao valor de aquisição. O novo centro de operações será um desses investimentos. Sua função principal será centralizar equipes de operação e manutenção, consolidando processos, métodos e objetivos, além de estabelecer um estoque de componentes comum e infraestrutura de tecnologia e sistemas de ponta que auxiliem a produtividade.

Atualmente as turbinas eólicas dos parques de Santa Vitória do Palmar e Chuí estão cobertas por contratos de manutenção full scope com fabricantes como Siemens  Gamesa e GE.”Em condições adequadas para terem vida útil conforme especificações técnicas”, acrescentou o executivo.

Sobre a perspectiva de repowering das máquinas, Linhares admitiu que isso é uma possibilidade a ser avaliada junto aos fornecedores, ou seja,  aumentar a potência dos aerogeradores sem trocar o conjunto de motor e pás.

A Ômega deverá pagar R$ 1 bilhão pela fatia de 78% da Eletrobras no Complexo Santa Vitória do Palmar, e mais R$ 512,7 milhões pela participação nas Sociedades de Propósito Específico (SPEs) Hermenegildo I, Hermenegildo II, Hermenegildo III e Chuí IX correspondente a um total de 582,8 MW. Com as aquisições, a empresa passará a contar com 1.777,7 MW de potência instalada.

Segundo a Moneytimes, os especialistas em energia da Credit Suisse opinaram que a Ômega fez bem em querer aumentar seu portfólio “com múltiplos ainda atrativos e bons contratos de longo prazo”. No caso da Eletrobras, a operação também é positiva, visto que ela está em linha com a estratégia da empresa de focar nos ativos principais e reduzir o endividamento.

A Omega Geração, uma das empresas líderes em energia renovável no Brasil, é uma plataforma de investimentos em geração de energia renovável dedicada exclusivamente a ativos operacionais.

Listada no Novo Mercado (ticker: OMGE3), segmento com as mais rigorosas práticas de governança corporativa da bolsa brasileira, a companhia opera empreendimentos com capacidade instalada de 1.777,7 MW de energia 100% renovável, localizados em sete estados brasileiros: Maranhão, Piauí, Bahia, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

De acordo om com seu relatório de sustentabilidade de 2019, a empresa alcançou 289,1 kilotons de emissões de CO2 evitadas, 86% a mais do que 2018. Sua meta é ser uma das principais referências em mitigação de emissão CO2 por geração de energia elétrica renovável do Brasil.

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