Economizenergia estrutura dois projetos de financiamento para a operação de CGHs no segmento de GD

Rio Salto do Lontra

A Economizenergia, de Curitiba, do setor de consultoria financeira e de energia, acaba de estruturar dois projetos de financiamento  para a operação de duas CGHs. As duas usinas deverão gerar energia para a Cooperativa de Geração de Distribuída. São as CGHs Jaracatiá, de 2,7 MW,  e Lontra, de 0,82 MW, as quais demandaram investimentos de R$ 19,2 milhões e de R$ 5,5 milhões, respectivamente.

A  Economizenergia estruturou o financiamento e também buscou empresas para o arrendamento das CGHs, na modalidade Geração Distribuída. “O financiamento com taxas atrativas e o contrato de arrendamento de longo prazo permitiu aos investidores das CGHs viabilizar economicamente os projetos”, explicou Julien Dias, sócio da empresa.

Segundo ele, cada vez mais é difícil achar consumidores de auto-produção remota, o que é viabilizado  por meio de contratos bilaterais. Dessa forma,  os principais clientes com inúmeras unidades de consumo  migraram para GD, restando apenas os pequenos negócios e consumidores residenciais.

Dias lembra que  os empreendimentos de Geração Distribuída de energia elétrica (Lei 14.300)  são desenvolvidos junto ou próximo dos consumidores e atendidos por meio  da rede da distribuidora da respectiva unidade consumidora. “Esse modelo de geração permite aos pequenos consumidores gerar a sua própria energia e isso resulta na redução de suas contas de luz”, acrescenta.

Lembra ainda que por meio da geração compartilhada, o consumidor pode dividir o custo da energia entre várias pessoas por meio de um condomínio ou consórcio, em que cada consorciado vai ser o dono de um pedaço da usina, e também por meio de uma cooperativa de energia elétrica. “Nesse caso, a cooperativa desenvolve  um projeto de geração de energia que é fornecida aos cooperados”, diz. “A geração compartilhada permite que o consumidor se junte a outros interessados para que a energia seja gerada de uma forma associativa”.
jararaca
Rio Jaracatiá 

Conforme Dias, por ser um país verticalizado – de grande incidência de prédios, shoppings, em que não é possível ao consumidor gerar a sua própria energia-  , esse modelo é a forma mais utilizada no Brasil.  Ele agrega que a geração distribuída de energia elétrica pode ser viabilizada de  diferentes fontes, como  solar fotovoltaica, biogás, eólico,   PCHs, CGHs, biomassa, Resíduos Sólidos Urbanos (RSU).

Mitos
Dias assinala ainda que existem mitos segundo os quais o acesso à GD é somente para empresários ou consumidores de maior poder aquisitivo. “Isso não é verdade; existem projetos de todos os tamanhos que podem ser gerados em lugares  em que existe uma cachoeira, no caso de CGHs,  onde há bastante vento, para projetos eólicos, e assim por diante. Dali é possível gerar energia de forma remota que pode ser compartilhada através de consórcio, cooperativa, ou condomínio”.

Quanto aos custos, Dias explica que são compartilhados de acordo com a participação societária de cada um no empreendimento. E isso garante uma redução entre 15% e 10% da conta de luz, além de ficar fora  do sistema de bandeiras que reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. “Você não terá mais sua conta de luz reajustada de acordo com a as bandeiras tarifárias, porque seu custo será sempre fixo”, explica.

A Economizenergia opera tanto com o consumidor quanto com o gerador, segmento para o qual desenvolve o projeto mais adequado,  entre as várias fontes de energia. Também orienta o cliente no sentido de oferecer a melhor alternativa como sócio de uma cooperativa ou de um condomínio. “Além de buscarmos financiamento a uma taxa fixa , auxiliamos o cliente na busca de fornecedores de serviços”.

Atualmente, a empresa opera na gestão de 40 MW de potência instalada por meio da GD e busca financiamento para cerca de 140 MW de projetos prospectados.

 

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