Associação contrata estudo de VDM do Bloco 2 para definir tarifa em torno de R$ 0,14

 

A Câmara da Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC VT) mantém a expectativa de que o valor da tarifa do Bloco 2 de rodovias possa ser reduzido de R$ 0,18,  definida pelo governo estadual, para pelo menos R$ 0,14. A proposta da entidade deve ser embasada em um estudo de Verificação de Demanda e Custo (VDM), o qual está sendo elaborado pela Gnoatto Botoni Engenharia e Consultoria.

De acordo com Nilto Scapin, diretor de Infraestrutura da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), o trabalho da Gnoatto Botoni deve ser entregue ao governo do estado até o final de junho. A expectativa é que essa nova informação seja considerada antes do lançamento do edital de concessão, permitindo que a tarifa seja estabelecida em um patamar mais baixo.

A redução da tarifa é vista como um pleito importante para a região, buscando aliviar o custo para os usuários das rodovias do Bloco 2. A CIC VT e a Acil de Lajeado seguem em diálogo com o governo estadual para que a revisão do valor da tarifa seja concretizada.

Para Scapin, o Vale do Taquari deve ser visto com outros olhos por governos e investidores, não apenas como um local, mas também como o coração logístico e o centro nevrálgico da economia gaúcha.

Uma análise do mapa do RS revela a verdade inegável: as principais rotas entre Norte e Sul, Leste e Oeste do estado, e até mesmo para Santa Catarina, Paraná, Uruguai e Argentina convergem e passam obrigatoriamente pelo Vale, destaca o dirigente, lembrando que essa centralidade vem acompanhada de desafios urgentes.

“A infraestrutura atual, especialmente a BR-386, tem se mostrado insuficiente e vulnerável a acidentes e enchentes, estrangulando o fluxo vital de mercadorias e pessoas”, alerta Scapin, que também é diretor do SICEPOT-RS.

Além da economia, ele ressalta o imenso potencial turístico do Vale do Taquari, uma região reconhecida por suas pequenas propriedades familiares e o imponente Cristo Protetor de Encantado, há também o Trem dos Vales, um atrativo ímpar, diz Scapin, que também é o presidente do Sindibritas (Sindicato da Indústria da Mineração de Brita, Areia e Saibro do Estado do Rio Grande do Sul).

“O Vale do Taquari, junto com Gramado/Canela e a região da Uva e Vinho, se tornará uma das três grandes regiões turísticas do Rio Grande do Sul. Não temos dúvida disso”, enfatiza.

Para Scapin, o sistema logístico do RS está atrasado há anos, tanto em nível federal quanto estadual. A reconstrução do Rio Grande do Sul, com investimentos em infraestrutura e um olhar estratégico para o Vale do Taquari, é crucial para manter empresas e talentos no estado, garantindo um futuro próspero.  Ele enfatiza: “A hora é agora”.

 

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