Daniel Kohl, diretor, da DTA Engenharia, empresa desenvolvedora do Porto Meridional, informou que ainda não foi definida a data da Audiência Pública no município de Arroio do Sal, a qual será transmitida em tempo real, para esclarecimento e participação da população, recepção de sugestões tanto presencial como remotamente. Em princípio seria apenas uma data no mês de março.
O empreendimento encontra-se em fase de licenciamento ambiental, com previsão da obtenção da Licença Prévia neste primeiro semestre de 2026 e da Licença de Instalação no final de 2026. Com isso, planeja-se o início das obras para o primeiro trimestre de 2027 e conclusão em 2030.
O grupo empreendedor já desembolsou recursos significativos de investimentos ao longo dos últimos seis anos na aquisição das glebas, elaboração dos estudos técnicos e ambientais, levantamentos de campo e projetos de engenharia.
Projetado para ser uma infraestrutura de classe mundial, o porto Meridional contará com um investimento de R$ 6,5 bilhões de origem integralmente privada. O complexo terá profundidade de 17 metros, nove berços de atracação e capacidade para movimentar 53 milhões de toneladas anuais entre granéis, carga geral e contêineres.
A logística de acesso incluirá uma conexão direta com a BR-101 por meio de uma nova ponte sobre a Lagoa de Itapeva e viadutos sobre a RS-389. Além do impacto logístico, o empreendimento funcionará como um motor socioeconômico, com a previsão de gerar 2.500 empregos diretos no pico das obras e 1.500 postos na fase de operação. Sob a governança da Porto Meridional S.A., operando como Terminal de Uso Privado (TUP), o projeto consolida uma nova fronteira de prosperidade para o Rio Grande do Sul, diz Kohl .
Presidente da Federação das Indústrias do Estrado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Cláudio Bier,, o avanço do Porto Meridional representa uma conquista essencial. A entidade esclarece, no entanto, que o novo empreendimento não entra em conflito com o apoio ao Porto de Rio Grande. Pelo contrário, a Federação mantém investimentos ativos na região Sul, como a abertura de novas unidades do Sesi e Senai para qualificação profissional local.
A visão estratégica é de que o Rio Grande do Sul precisa ampliar sua capacidade portuária para ganhar competitividade, como o estado de Santa Catarina, que possui sete portos em operação, afirma
O MobiCaxias afirma que que a indústria da Serra gasta, em média, de 4% a 5% de sua receita apenas com transporte. Com o Porto Meridional a 180 km de Caxias do Sul (contra os 320 km de Rio Grande), a estimativa é que esse custo logístico possa ser reduzido quase pela metade, tornando os produtos da região mais competitivos no mercado externo.
Capacidade de gigante:
O projeto prevê uma profundidade de 17 metros (maré zero), permitindo a operação plena de navios da classe Post-Panamax e os grandes navios de contêineres (big-ships).
A estrutura operacional prevê nove berços de atracação com capacidade instalada para movimentar 53 milhões de toneladas por ano entre granéis sólidos, líquidos, carga geral e contêineres.


