A digitalização de sistemas e a busca por soluções de conectividade híbrida e Direct-to-Device (D2D) são as grandes forças que impulsionam o futuro do setor ferroviário em escala global. Essa tendência ficou evidente na Middle East Rail 2025, feira realizada recentemente em Dubai, onde a Globalsat Group, uma das poucas empresas latino-americanas e a única brasileira, esteve representada pelos executivos Marcelo Sturmann e Flávio Franklin.
A participação da Globalsat Group no evento permitiu a prospecção de parcerias estratégicas com empresas inovadoras de diversas partes do mundo, diz Sturmann, VP de projetos estratégicos da empresa, que ressaltou o objetivo de encontrar companhias que desenvolvam produtos e serviços de alto valor para a indústria ferroviária.
“Foi uma experiência enriquecedora: encontramos companhias de diversas partes do mundo, não apenas do Oriente Médio, mas também da Europa, Ásia e África, que demonstraram grande interesse em trabalhar em conjunto com o Globalsat Group, tanto em oportunidades com nossos clientes atuais como na prospecção de novos mercados e projetos nas Américas”, afirmou Sturmann.
Feira
A feira em Dubai também permitiu à empresa identificar e avaliar tecnologias altamente relevantes para serem aplicadas diretamente em seus projetos no Brasil e nas Américas, otimizando a eficiência e segurança das operações. Franklin, diretor Brasil da Globalsat Group, destacou o foco em soluções de sensores avançados, sistemas de telemetria e hardwares de rede de altíssima confiabilidade, todos desenvolvidos com as exigências críticas da operação ferroviária em mente.
“Nosso alvo agora está em testar e validar essas inovações em ambientes reais, com vistas a potencializar a eficiência operacional, a segurança e a inteligência de dados nos projetos em andamento”, explicou Franklin. Além disso, a empresa observou propostas maduras em plataformas de mobilidade inteligente, com potencial para agregar valor significativo às operações logísticas e de transporte, integrando conectividade, rastreamento e gestão de ativos.

Com um histórico de pioneirismo em soluções híbridas para o setor ferroviário, a Globalsat Group concentra seus esforços na expansão dessa base tecnológica, incluindo o teste de dispositivos Direct-to-Device (D2D). Franklin reforçou que a empresa já oferece soluções híbridas há anos, integrando tecnologias de comunicação com redundância satelital, LTE e rádio, para garantir alta disponibilidade e segurança operacional em ambientes desafiadores.
Brasil
“Hoje, nossas prioridades se concentram em expandir essa base tecnológica com soluções ainda mais avançadas. Já estamos testando dispositivos satelitais Direct-to-Device (D2D) com grande potencial de aplicação no setor ferroviário”, afirmou Franklin. No entanto, ele ressaltou a necessidade de que essas soluções atendam a padrões elevados de confiabilidade e contem com robustas camadas de cibersegurança, essenciais para a criticidade das operações ferroviárias.
O evento revelou um vasto potencial de colaboração e a necessidade de integrar tecnologias inovadoras para otimizar recursos e reduzir custos operacionais. Sturmann destacou que a Globalsat Group está focada em garantir que as operações ferroviárias de seus clientes sejam cada vez mais custo-efetivas, implementando novas tecnologias que possam otimizar recursos e melhorar a eficiência.
Franklin exemplificou essa estratégia com os projetos da Globalsat Group com a Rumo e a VLI, as duas maiores operadoras ferroviárias do Brasil, onde soluções de conectividade satelital híbrida asseguram comunicação contínua e segura em trechos remotos. Essa abordagem , segundo ele, contribui para a redução da necessidade de infraestrutura terrestre e diminui custos operacionais.
O Brasil demonstra um crescente compromisso com a inovação, com potencial para liderar a adoção de tecnologias avançadas e contribuir ativamente para o cenário internacional, diz Franklin: “O Brasil tem demonstrado um compromisso crescente com a inovação no setor ferroviário, especialmente no transporte de carga. Observamos iniciativas sólidas em digitalização, automação e segurança operacional.”


