Duplicação da BR-290 só deve terminar em 2027, revela Dnit

 

 

Por Patrick de Avila  Pozzobon

A tão aguardada duplicação da BR-290, conhecida como o Corredor do Mercosul e vital para a economia gaúcha, tem sua previsão de conclusão total adiada para 2027, segundo informações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A rodovia, que liga a Região Metropolitana de Porto Alegre à Argentina via Uruguaiana, é fundamental para o escoamento da produção agrícola e industrial do estado, o comércio internacional e a segurança no trânsito.

De acordo com Fabrício Galvão ( na foto), diretor geral do Dnit, os lotes 3 e 4 da duplicação da BR-290 estão em execução, com previsão de conclusão para o segundo semestre de 2026 e final de 2025, respectivamente. No entanto, os lotes 1 e 2, que compreendem o trecho entre Eldorado do Sul e Butiá, estão em fase de tratativas para retomada. Após o reinício das obras nesses lotes, a autarquia estima um prazo de três anos para a conclusão, o que projeta o término da duplicação total para 2027.

As obras de duplicação da BR-290, no trecho entre Eldorado do Sul e Pantano Grande, foram iniciadas em 2014 com previsão inicial de entrega em 2017. Contudo, enfrentaram diversos desafios ao longo dos anos, como questões fundiárias e falta de recursos, o que resultou em constantes adiamentos. Atualmente, apenas uma pequena parte do trecho foi liberada ao tráfego.

O Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) contempla outros importantes empreendimentos rodoviários no Rio Grande do Sul, além da BR-290. Estão em andamento a duplicação da BR-116 (entre Guaíba e Pelotas), a adequação da capacidade da BR-116 entre Porto Alegre e Novo Hamburgo, e a travessia urbana de Ijuí na BR-285.

Projetos em fase preparatória incluem a ponte internacional de Porto Xavier, a nova ponte em Jaguarão, o prolongamento da BR-448, a dragagem da hidrovia da Lagoa Mirim e os acessos à segunda ponte sobre o Rio Guaíba. O prolongamento da BR-448, entre Esteio e Portão, terá cerca de 18 quilômetros e facilitará a retirada do tráfego de veículos de carga da BR-116, melhorando a mobilidade urbana da região metropolitana.

Em termos de integração com o Mercosul, o programa prevê obras estratégicas como a construção da ponte entre São José do Norte e Rio Grande, além de novas conexões com a Argentina e o Uruguai, posicionando o Rio Grande do Sul como protagonista nessa integração.

Além do Rio Grande do Sul, o novo PAC reservou investimentos para obras importantes, na Região Sul,  também para Santa Catarina e o Paraná.

Em Santa Catarina, as prioridades incluem a duplicação da BR-470, intervenções na BR-280 — como o túnel do Vieira e o Contorno Viário de Jaraguá do Sul — e melhorias na BR-101. Além disso, estão previstos estudos para ampliar a infraestrutura no Oeste catarinense e aumentar a resistência da malha a enchentes e deslizamentos.

No Paraná, as obras prioritárias são a duplicação das BRs 163, 277, 376 e 487, fundamentais para o escoamento da produção agrícola até o Porto de Paranaguá. O estado já executou mais de 70% dos investimentos previstos até 2026. Entre os projetos em andamento estão os contornos de Maringá e Foz do Iguaçu, com atuação integrada entre o DNIT e o governo estadual.

Compromisso com a eficiência e a transparência

O DNIT tem reforçado sua atuação integrada com o Ministério dos Transportes para garantir uma gestão responsável dos recursos do Novo PAC. De acordo com Galvão, “são utilizados diversos mecanismos de controle, como o aprimoramento de plataformas de consulta de pagamentos, o Atlas Multimodal — que permite acompanhar contratos e obras —, o sistema ECO, para monitoramento ambiental, e a transparência das licitações diretamente no site do Dnit”.

De um orçamento de R$ 1,3trilhão, foram investidos até o final de 2024, cerca de R$ 711 bilhões.

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