Eletrisa planeja iniciar obras de PCHs e CGHs no RS a partir de março de 2021

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Com a emissão  das licenças de instalação, na última quinta-feira pela Fepam,  das CGHs Touros II (1,25 MW), Touros III (2,40 MW)e Touros V (3,3 MW), a serem localizadas no município de Bom Jesus, a Eletrisa Operação e Manutenção de Usinas Hidrelétricas, de Blumenau (SC), pretende definir o cronograma de obras o mais rápido possível, segundo informou  a MODAL o CEO da empresa Olinto Silveira.

A Eletrisa fará a gestão de todos os projetos previstos para o RS que incluem ainda  Touros IV (5,75 MW), e Cerquinha III (7,27 MW), além de Silveira III (7,2 MW), em São José dos Ausentes. Ao total, a empresa deverá investir cerca de R$ 200 milhões de recursos próprios .“A  expectativa é de iniciar uma obra a cada seis meses,  começando com Touros IV, em março”, informou  Silveira.

Roberto Zuch, presidente da Associação Gaúcha de Fomento às Pequenas Centrais Hidrelétricas ( agPCH), afirmou que a emissão dessas licenças,  entre as mais antigas em tramitação na Fepam, tem um significado simbólico para a sociedade e investidores interessados em atuar no RS. “É uma demonstração efetiva de atuação da Sema e do órgão ambiental a favor do RS. Esperamos que essas licenças representem um marco nos processos de analise de licenciamento ambiental, para um novo normal, de forma que não volte a ocorrer casos de processos de licenciamentos com 10 anos ou mais de tramitação”, acrescentou.

Zuch destacou que o resultado foi possível graças à forma de atuação da gestão atual, no sentido de abrir espaço para o diálogo. “Dessa forma  constituímos  um grupo técnico das PCHs  que nos permite entender  os principais entraves e de como podemos atuar de forma coletiva a fim de saná-los.”

O Rio Grande do Sul  conta hoje com 121 centrais hidrelétricas  com pedidos de  licenciamento ambiental, segundo dados da Abragel. Ao total, isso representa 778 MW de potência instalada correspondente a R$ 6,2 bilhões em investimentos. A construção dessas unidades, segundo a entidade, representaria  a geração de 38.500 empregos diretos e cerca de R$ 310 milhões em unidades de conservação. Já a energia gerada a partir desses empreendimentos, atenderia o consumo de 2,3 milhões de habitantes.

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