Estado intensifica contatos para atrair fabricantes de equipamentos de energia eólica

A Secretaria de Minas e Energia do RS intensificou nas últimas semanas os contatos com pelo menos quatro fabricantes de equipamentos para a construção de usinas de energia eólica.

A não existência dessas fábricas prejudica o estado em termos de competitividade, o que explica a pouca participação de projetos de energia eólica de investidores locais nos últimos leilões de energia. “Sem essa logística de conteúdo local fica difícil competir”, afirmou o secretário Lucas Redecker em entrevista a MODAL.

As discussões sobre a criação de uma nova política de desenvolvimento econômico para o estado, no caso do setor de energia, estão sendo conduzidas em conjunto pela Secretaria de Minas e Energia e da Fazenda, esclareceu o secretário. Ele informou que o grupo de trabalho criado para avaliar os investimentos em energia eólica poderá inclusive definir uma política específica para o setor. Uma das prioridades, segundo Redecker, seria atrair fabricantes de pás eólicas que podem chegar até 59 metros, e exigem uma complexa e dispendiosa operação logística.

Redecker afirmou que o governo do estado é sensível à necessidade de proporcionar competitividade ao setor privado nos certames de energia. Lembrou que a Fepam, por exemplo, está empenhada em diminuir de forma significativa os prazos de emissão de licenças ambientais e, recentemente, reduziu entre 50% e 60% os custos de emissão de Licenças Prévias e Licenças de Instalação.

“Temos um dos maiores potenciais de energia eólica do país e pelo menos 100 GW a crescer”, afirmou. “Além disso, contaremos com uma infraestrutura invejável de Linhas de Transmissão”, completou.

Sobre a energia solar, Redecker comentou que o RS deverá sinalizar uma nova política de ICMS não somente pela energia consumida, mas também sobre a gerada pelos consumidores. Os estados de Minas, São Paulo, Goiás, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Tocantins, Bahia, Mato Grosso e Maranhão já adotaram a política de isenção da cobrança do imposto sobre a energia gerada. Apesar de a energia eólica continuar sendo a fonte menos dispendiosa, os custos de produção de energia solar estão em queda, o que se deve ao aumento de escala de equipamentos, em especial de painéis fotovoltaicos.

Energia solar ganha alento

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) existem no Brasil apenas 1.232 micro e minigeradores de energia solar fotovoltaica. A novidade em discussão é a possibilidade de comercialização da energia produzida por esses microgeradores, o que impulsionaria novo ganho de escala no segmento. Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), a energia dos ventos, uma das que mais cresce no país, deverá alcançar, até o final deste ano a capacidade instalada de 9 GW, um aumento de quase 60% em relação aos 6 GW do início de 2015. A fonte está atualmente na quarta posição da matriz energética do Brasil e a expectativa é de que no prazo de 5 anos ocupe o segundo lugar.

No último mês, a fonte eólica no Brasil ultrapassou a marca de 8 gigawatts (GW) de capacidade instalada, atingindo 6% da matriz elétrica nacional, por meio de 322 parques eólicos distribuídos em 11 Estados. Ainda neste mês a indústria atingiu um importante marco de geração quando verificou-se recorde de geração eólica do SIN, de 4.957 MW às 09h24,

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