O eixo de Geotecnia na infraestrutura viária na Paving Expo 2026 destaca como a engenharia de solos e fundações evoluiu para responder à urgência por obras mais rápidas, à otimização de custos e à necessidade de resiliência climática em contenções e pavimentos. As discussões do evento conectam o avanço de materiais inovadores, a precisão do diagnóstico geotécnico e a aplicação de técnicas de reparo não destrutivas para modernizar as rodovias do país.
A inovação em materiais e na estabilização de solos consolida-se como um dos pilares centrais para resolver problemas de capacidade de carga e recalque em terrenos moles. Soluções como os blocos de Geofoam (EPS), apresentados pelo Grupo Isorecort, reduzem drasticamente o peso próprio dos aterros, minimizando recalques póstumos, acelerando o cronograma de liberação das vias e cortando custos com fundações profundas.
Paralelamente, a melhoria mecânica de estradas vicinais e acessos florestais ganha força com o uso de biopolímeros e a tradicional estabilização com cal — destacada pela Lhoist —, aumentando a capacidade de suporte dos solos locais sem a necessidade de substituição de material. Para a proteção de taludes e encostas contra a erosão pluvial, empresas como a Viaencosta ambiental detalham o uso de geomantas, unindo sustentabilidade e segurança nos corredores rodoviários.
Toda essa evolução estrutural depende de um diagnóstico preciso na fase inicial do projeto, ponto enfatizado por empresas como a Suporte Infra. A investigação geológica e geotécnica adequada evita superfaturamentos e falhas estruturais precoces, recorrendo a ensaios especiais de campo e laboratório para caracterizar o comportamento do solo sob cargas dinâmicas de tráfego pesado. Além disso, a geotecnia preditiva integra dados de sondagem com modelagem BIM para prever deformações e garantir a estabilidade das estruturas antes da execução.
Por fim, a manutenção de vias existentes exige soluções de intervenção rápida e com mínimo impacto logístico, foco das metodologias apresentadas pela Priner. Técnicas não destrutivas, como a injeção de resinas e o reforço geotécnico, permitem a recuperação estrutural de pavimentos e sistemas de drenagem subterrânea sem a necessidade de interrupção do fluxo de veículos. Trata-se de uma abordagem integrada que une eficiência operacional e mitigação de riscos, preparando a infraestrutura para resistir a eventos climáticos extremos por meio de contenções de alto desempenho e sistemas de drenagem profunda.


