Lideranças regionais da Serra Gaúcha defendem celeridade no processo  duplicação da Rota do Sol

Rota do Sol Daer/Divulgação

Por Patrick de Avila Pozzobon

A duplicação da Rota do Sol tem sido uma demanda antiga que permanece sem definição. Durante  o Fórum Polo Rodoviário da Serra Gaúcha, Mobilização Regional 2025, realizado na última sexta-feira, em Farroupilha, a  obra foi considerada essencial para o desenvolvimento da Serra, especialmente com a futura operação dos aeroportos de Vila Oliva e Caxias do Sul e a ligação com o projeto do Porto de Arroio do Sal.

De acordo com Rogério Rodrigues, diretor-executivo do MobiCaxias,  como  a rodovia  está dividida em quatro trechos,  a duplicação de todos os trajetos exige um planejamento integrado entre os trechos públicos e concedidos, além da definição de modelos técnicos e financeiros viáveis.

Recentemente, uma sinalização mais concreta veio do governo estadual. O secretário extraordinário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, confirmou que os estudos deverão ser realizados até o fim de 2026. Para o MobiCaxias e outras entidades, esse prazo é o limite para que o projeto saia da estagnação.

Durante sua participação, o diretor Ricardo Peres da CSG apresentou o balanço dos dois primeiros anos de concessão nas rodovias ERS-122, RSC-453 e ERS-486: cerca de R$ 280 milhões já investidos em melhorias como pavimentação, sinalização e atendimento aos usuários.

No entanto, lideranças regionais solicitaram celeridade e maior comprometimento com o cronograma contratual, especialmente em relação à constituição do Conselho de Usuários, previsto no contrato, mas ainda não implementado, relata texto divulgado no portal da MobiCaxias.

Demandas urgentes 

Segundo a mesma fonte, o prefeito de Caxias do Sul, Adiló Domênico, chamou atenção para a insegurança em acessos de bairros que não estão contemplados pelo trecho pedagiado. “Temos situações graves como no bairro Santa Fé, onde não há sequer equipamentos de segurança. São armadilhas que colocam vidas em risco”, alertou.

Já o presidente do Bento+20, Roberto Meggiolaro Junior, reforçou a importância do trabalho conjunto: “Nosso desenvolvimento depende diretamente das rodovias. Mais do que apontar problemas, precisamos seguir mobilizados por soluções concretas”, afirmou.

Leite prometeu investir R$ 200 milhões na rodovia

Em visita a Caxias do Sul, em janeiro deste ano, o governador Eduardo Leite  anunciou a previsão de R$ 200 milhões em investimentos para requalificação, recuperação e resiliência da Rota do Sol. Esses recursos, que integram um bloco de investimentos em rodovias, estão condicionados à conclusão dos anteprojetos, e a  expectativa era de contratação ainda no primeiro semestre deste ano, acrescentou.

A CIC Caxias, por sua vez, reforçou sua proposta de patrocinar um estudo técnico detalhado para o trecho sem concessão para embasar um futuro edital de melhorias estruturantes. Todavia, o Piratini nada sinalizou nesse sentido.

Apesar das recentes sinalizações, a duplicação ainda depende de intensa articulação política, definição de responsabilidades e, crucialmente, do início dos estudos técnicos. O MobiCaxias e outras entidades seguem mobilizadas, defendendo “a aceleração do processo para que a Rota do Sol possa, finalmente, ter a infraestrutura necessária para impulsionar ainda mais o desenvolvimento do Rio Grande do Sul”.

Usuários em risco

A presença de buracos, desníveis e ondulações na pista fazem parte da reclamação constante dos motoristas que acessam os trechos da Rota do Sol  na Serra gaúcha e do acesso ao litoral. Isso se agrava em períodos de chuva e com o inverno rigoroso na Serra, que contribuem para a degradação do pavimento.  Em muitos trechos, a sinalização horizontal e vertical é precária ou inexistente, aumentando os riscos de acidentes, especialmente em cruzamentos e trevos.  Devido ao seu traçado em regiões de serra, a rodovia é suscetível a quedas de rochas e deslizamentos de terra, principalmente em épocas de grandes volumes de chuva, o que pode causar interdições e riscos aos usuários.  Há vários pontos considerados perigosos com acessos a bairros e outras rodovias que não possuem estrutura ou sinalização adequada, forçando os motoristas a improvisar manobras e rótulas, gerando situações de alto risco.

 

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