Mercado livre de energia deve crescer 20% neste ano, segundo a GV Energy

Criado durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, em 1995,  com o objetivo de  estimular a redução dos custos por meio da livre concorrência, o Ambiente Livre de Contratação( ALC) de energia está passando por um novo boom de demanda. Com um crescimento de 8% no ano passado, em comparação ao ano anterior, a previsão para este ano é de um incremento de 20%. “As tarifas de energia estão muito elevadas no mercado cativo e, olhando no longo prazo, as empresas estão percebendo que haverá sobras na oferta do ML, o que deverá garantir melhores preços”, afirma  Pedro  Machado, diretor-executivo da GV Energy, de Porto Alegre.
Com a relicitação das 29 usinas que não renovaram suas concessões no plano de redução das tarifas lançado em 2012, cujo leilão foi marcado para o dia 25 deste mês,  a oferta de energia deve elevar-se em 9 GW dos quais 30% poderão ser deslocados para o mercado livre, explica Machado. “Com isso, haverá oferta necessária para a expansão desse segmento”, acrescenta. Hoje, praticamente todos os setores industriais fazem parte do ACL.
Além de aproveitarem o aumento da oferta para melhorarem os seus ganhos, deverão aportar novos clientes oriundos da pequena e média indústria e também do varejo, prevê o executivo. Enquanto no mercado cativo, o preço do componente energia por MWh corresponde a R$ 250,00 – sem incluir os custos de distribuição/transmissão – , no ACL ele situa-se hoje em R$ 150,00 nos contratos de longo prazo de 2016 para frente. Nessa linha, a tendência é de que cada vez mais empresas abandonem o mercado cativo, na medida em que há um potencial de economia real no custo de energia em torno de 25%.   No ACL, o consumidor pode escolher o seu fornecedor de energia elétrica em toda a extensão do Sistema Interligado Nacional (SIN) e o melhor preço, ofertado pelos geradores ou agentes comercializadores.
Empresa independente e especializada em consultoria e gestão em energia elétrica, gás e gases industriais, a GV Energy surgiu em 2007 por meio de três executivos:  os engenheiros Emílio Lacerda e Antônio Dreyer e o administrador Pedro Machado. O know how veio da extinta Info Energy, uma subsidiária criada pelo Grupo AES que, depois de ser transferida para São Paulo, acabou extinta. A operação iniciou com 100 MW médios e hoje administra 1,5 GW médio, correspondente a US$ 1,2 bilhão por ano, num total de 300 companhias e cerca de 5 mil unidades de negócios, das quais 90 % são unidades são multinacionais. Dona de uma fatia de 12% do ACL de consumo industrial/comercial útil, a GV opera somente como consultoria e gestora, sem vínculo ou atividade de comercialização. Atua com 56 colaboradores, entre economistas, engenheiros e administradores, com matriz em Porto Alegre e escritório em São Paulo.

Facebook
X
LinkedIn
WhatsApp
Email
Threads

Últimas Notícias

Cobrança 100% proporcional do Free Flow deve avançar com novas concessões, diz ABCR

Da Redação Revista Modal A transição para o modelo de cobrança de pedágio sem barreiras físicas, o Free Flow, abre caminho para uma transformação ainda mais profunda nas rodovias brasileiras: a adoção de tarifas 100% proporcionais aos quilômetros efetivamente rodados pelos motoristas. Embora a mudança exija evolução regulatória e contratual, a tendência é que a tarifação por quilômetro percorrido entre em definitivo na agenda das novas concessões e nas adaptações dos contratos existentes no país, afirma Marco Aurélio Barcelos, presidente

Leia Mais »

Concessões e aluguel de frotas impulsionam mercado de máquinas da Linha Amarela

A expansão dos investimentos em concessões públicas de infraestrutura e o ritmo aquecido da mineração estão impulsionando as vendas de máquinas pesadas no Brasil, criando um cenário de resiliência para o setor de bens de capital mesmo sob o impacto de juros altos e crédito restrito. Segundo dados da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), as comercializações de equipamentos da chamada Linha Amarela — grupo que reúne escavadeiras, pás-carregadeiras e rolos compactadores — devem crescer 4% em

Leia Mais »

Paving Expo 2026 projeta 35 mil visitantes e consolida o novo ciclo de investimentos na infraestrutura viária do país

O tom do setor de infraestrutura viária no Brasil não é de triunfalismo de fachada, mas o de constatação pragmática. No epicentro da pavimentação e das concessões rodoviárias, o investimento privado e as obras públicas deixaram o terreno das promessas para se tornar demandas imediatas de engenharia. A trajetória da Paving Expo reflete essa virada de chave no mercado nacional. Após registrar recordes sucessivos e saltar de 19,8 mil visitantes em 2023 para mais de 31 mil, 300 marcas e

Leia Mais »
Não temos mais posts para mostrar

Cobrança 100% proporcional do Free Flow deve avançar com novas concessões, diz ABCR

Da Redação Revista Modal A transição para o modelo de cobrança de pedágio sem barreiras físicas, o Free Flow, abre caminho para uma transformação ainda mais profunda nas rodovias brasileiras: a adoção de tarifas 100% proporcionais aos quilômetros efetivamente rodados pelos motoristas. Embora a mudança exija evolução regulatória e contratual, a tendência é que a tarifação por quilômetro percorrido entre em definitivo na agenda das novas concessões e nas adaptações dos contratos existentes no país, afirma Marco Aurélio Barcelos, presidente

Leia Mais »

Concessões e aluguel de frotas impulsionam mercado de máquinas da Linha Amarela

A expansão dos investimentos em concessões públicas de infraestrutura e o ritmo aquecido da mineração estão impulsionando as vendas de máquinas pesadas no Brasil, criando um cenário de resiliência para o setor de bens de capital mesmo sob o impacto de juros altos e crédito restrito. Segundo dados da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), as comercializações de equipamentos da chamada Linha Amarela — grupo que reúne escavadeiras, pás-carregadeiras e rolos compactadores — devem crescer 4% em

Leia Mais »

Paving Expo 2026 projeta 35 mil visitantes e consolida o novo ciclo de investimentos na infraestrutura viária do país

O tom do setor de infraestrutura viária no Brasil não é de triunfalismo de fachada, mas o de constatação pragmática. No epicentro da pavimentação e das concessões rodoviárias, o investimento privado e as obras públicas deixaram o terreno das promessas para se tornar demandas imediatas de engenharia. A trajetória da Paving Expo reflete essa virada de chave no mercado nacional. Após registrar recordes sucessivos e saltar de 19,8 mil visitantes em 2023 para mais de 31 mil, 300 marcas e

Leia Mais »
Não temos mais posts para mostrar

Sua marca entre os principais players da logística nacional

A Revista Modal oferece espaços publicitários e oportunidades de parceria para empresas que desejam se destacar no setor.

Entre em contato e solicite nosso Mídia Kit.