Rocha Terminais Portuários planeja aplicação de inteligência artificial nas operações com os clientes

Unidade da Rocha Terminais em Rio Grande

A Rocha Terminais Portuários e Logística, de Paranaguá (PR), projeta um cenário de crescimento robusto impulsionado principalmente pelo agronegócio.  Em um setor em constante evolução, a empresa vem seguindo uma estratégia em que busca uma maior expansão em sua atuação geográfica, o fortalecimento de sua infraestrutura e o alinhamento com a sustentabilidade, relata David Lehn, diretor comercial e de novos negócios da companhia.

Lehn demonstra otimismo em relação ao futuro do setor, com destaque para as oportunidades no agronegócio. A companhia vislumbra a expansão de sua presença para diversas regiões do Brasil, ampliando sua capacidade de atendimento.

Lei dos Portos

O executivo enfatiza a expectativa em torno da nova Lei de Portos, que promete desburocratizar o ambiente normativo e aumentar a previsibilidade jurídica, fatores considerados  cruciais para o fortalecimento da cadeia logística nacional. “Essa evolução regulatória é essencial para o fortalecimento da cadeia logística e do supply chain nacional”, pontua.

Mesmo assim, segundo  Lehn, a empresa não espera passivamente pelas mudanças regulatórias; ela as molda :  “A Rocha atua de forma proativa junto ao poder público e entidades reguladoras, contribuindo para a construção de políticas mais eficientes. Internamente, a companhia tem robustecido seus processos de compliance e engajamento regulatório, permitindo a antecipação de mudanças e uma rápida adaptação de suas operações. Essa abordagem garante agilidade, segurança jurídica e aderência aos altos padrões de governança”, acrescenta Lehn.

David Lehn

 

Terminal de grãos

Entre as recentes aquisições da empresa, destaca-se a vitória no leilão do terminal de grãos em Santana, no Amapá. Essa aquisição estratégica , segundo Lehn,  vai  impulsionar a presença da Rocha na Região Norte, consolidando seu posicionamento nacional.  “A empresa mantém planos estruturados de expansão, avaliando oportunidades com base em critérios como sustentabilidade, viabilidade operacional e governança, a fim de assegurar o crescimento sustentável da companhia, com operações que fortaleçam a integração logística nacional e agreguem valor à cadeia portuária brasileira”. Ao total serão R$ 89 milhões de investimentos ao longo de 25 anos, com vigência até 2049, incluindo ampliação do píer, dragagem, pavimentação e instalação de novos silos.

A Rocha Terminais Portuários mantém um plano de investimentos (não detalhado)  na modernização, com a aquisição de equipamentos de ponta e a adoção de tecnologias de última geração. Entre esses são citados a automação de processos, digitalização das operações, implementação do sistema SAP e a aplicação de inteligência artificial para maior eficiência e a experiência do cliente.

Terminal Rio Grande

Um exemplo, nessa linha, de acordo com Lehn, foi a aquisição do guindaste móvel Liebherr LHM 550 para o terminal de Rio Grande (RS). Esse model é um guindaste portuário moderno, montado sobre pneus e com sistema de autopropulsão. Ele é movido por um motor a diesel de 750 kW, que alimenta bombas hidráulicas de última geração, responsáveis pelos movimentos de giro, içamento e deslocamento de cargas a granel. Entre os diferenciais do equipamento está o alcance da lança, que chega a 54 metros. Esse equipamento proporciona mais agilidade, versatilidade e produtividade para as operações.

A principal expertise da Rocha está nas operações portuárias e armazenagem de granéis sólidos, especialmente grãos e fertilizantes, que representam o coração do seu negócio no agronegócio. Além disso, a companhia atua na operação portuária para carga geral, com armazenagem de porto seco para o mercado de industrializados e siderúrgico, oferecendo soluções integradas e personalizadas que melhoram toda a cadeia de abastecimento.

Sustentabilidade

A Rocha Terminais Portuários situa a sustentabilidade como um pilar fundamental de sua operação. A empresa adota uma série de medidas estratégicas para mitigar impactos ambientais e promover a eficiência. A agenda ESG, de sua parte, inclui  governança sólida, comitês de Sustentabilidade, Ética e Compliance ativos, e uma agenda integrada ao Planejamento Estratégico 2023–2027.

A empresa possui certificações ISO 9001 (Qualidade), ISO 14001 (Ambiental), ISO 45001 (Saúde e Segurança) e ISO 31000 (Gestão de Riscos), além de programas sociais estruturados e apoio contínuo a projetos via patrocínios e incentivos fiscais.

 

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