Impermeabilizante ecológico para rodovias ganha espaço com a Operação Laja Jato

Crédito: Divulgação SINFRA

Uma alternativa para impermeabilização das estradas com o propósito de melhorar as condições do tráfego de veículos, inclusive transporte coletivo e de caminhões para escoamento da produção, volta a ganhar espaço. É o Dynacal, aditivo químico de origem orgânica que evita a penetração de água, garantindo durabilidade a capacidade de suporte para o tráfego. A redução de custo em relação a métodos tradicionais, como uso de brita e cascalho, pode alcançar até 50%, dependendo da região.

Sete milhões de quilômetros

“Até pouco tempo atrás prevalecia a política de obras caras. Agora tenho chance porque isso mudou por causa da Lava Jato”, conta César Augusto Pinheiro, diretor da Dynacal Estabilização e Pavimentação do Brasil, com sede em São José dos Campos (SP). “Esta operação está fazendo um grande favor ao Brasil, que precisa de soluções caseiras e econômicas”, complementa o empresário.

Mais de 50 milhões de metros quadrados desse aditivo já foram utilizados em rodovias (municipais, estaduais e federais), ciclovias, kartódromos, loteamentos residenciais, estacionamentos de shopping centers e ainda em galpões industriais desde a fundação da empresa, em 1984. Esse volume equivaleria a impermeabilizar cerca de 7,0 milhões de quilômetros, caso se considerasse apenas o seu uso em estradas.

Estrada do Inferno

Conhecido como “asfalto ecológico”, este tipo de pavimento já é realidade em diversos municípios gaúchos, como Viamão, Cruz Alta, Passo Fundo, Marau e Dom Pedrito, entre outros. Exemplo é o trecho de 86 quilômetros na BR-101, entre o município de Mostarda e o distrito do Bacupari – a antiga Rodovia do Inferno – obra realizada pelo consórcio Brasília-Guaíba nos anos 80. No momento há entendimento para negócios em Pelotas.

De acordo com César Pinheiro, a tecnologia do Dynacal foi trazida de fora, mas contou com estudos feitos pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “O mercado compra produtos importados, mas não basta ter. É preciso fazer o acompanhamento”, enfatiza o empresário, que aponta ainda a economia no uso de pedra, brita e cascalho, cujas jazidas ficam em regiões distantes. “Sem contar a redução no consumo de diesel no transporte destes materiais”, assinala.

Economia no transporte

Pelos seus cálculos, um tambor do Dynacal substitui 20 caminhões carregados de pedra ou de qualquer tipo de agregado normalmente utilizado na pavimentação de estradas, ou aeroportos. “Não é só pedra, brita ou cascalho que você economiza. As tarefas de execução da base se simplificam e uma equipe menor faz muito mais em menos dias de trabalho: 100 tambores transportados por uma única carreta de 20 toneladas, fazem os mesmos 100 mil m² de base (de 0,15m) feitos antigamente com 1,5 mil basculantes de pedra ou de cascalho, e com solo importado”, compara o empresário.

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