ANTT torna obrigatório o uso de tecnologia BIM em concessões rodoviárias

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) tornou obrigatório o uso da metodologia Building Information Modeling (BIM) em projetos, obras e serviços de engenharia das concessões de rodovias federais. A decisão, aprovada em 9 de julho de 2025 e publicada no Diário Oficial da União (Decisão Surod nº 737, de 8 de julho de 2025), busca modernizar e otimizar a infraestrutura rodoviária do Brasil.

A adoção do BIM alinha as concessões rodoviárias brasileiras a práticas internacionais. A tecnologia permite o desenvolvimento de projetos integrados em ambientes virtuais, resultando em maior precisão no planejamento, execução e manutenção das obras. Isso deve aumentar a eficiência, transparência e segurança jurídica dos contratos de concessão, com o objetivo de beneficiar os usuários das rodovias.

Concessionárias com previsão contratual para uso do BIM devem elaborar e enviar seus Planos de Desenvolvimento BIM (PD-BIM) à ANTT em até 90 dias, conforme as diretrizes da Superintendência de Infraestrutura Rodoviária (SUROD). Concessionárias sem essa obrigação contratual também podem adotar o BIM voluntariamente.

Os benefícios esperados incluem a identificação precoce de falhas em projetos, otimização de custos, redução do tempo de execução das obras e melhor acompanhamento da manutenção. Os PD-BIM deverão ser atualizados anualmente, permitindo à ANTT monitorar o uso da tecnologia.

Cronograma e compromissos

A ANTT estabeleceu um cronograma gradual para a implementação do BIM, com as seguintes etapas:

  • Plano de Execução BIM (BEP): em até 6 meses.
  • Definição de requisitos técnicos: em até 12 meses, conforme padrões internacionais (ISO 19650).
  • Criação de Ambiente Comum de Dados (CDE): em até 18 meses.
  • Utilização do BIM em projeto, execução e operação: prazos de 18 a 72 meses, variando conforme a complexidade da etapa.

A ANTT também está desenvolvendo o projeto “Estruturação da Implantação da Metodologia BIM na ANTT” para aprimorar os requisitos e diretrizes, com novas padronizações previstas até 2026.

 

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