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Alcançar uma rápida redução nas emissões globais de carvão é o desafio central para atingir as metas climáticas internacionais

O mundo deve agir rapidamente para reduzir significativamente as emissões de dióxido de carbono do carvão, a fim de evitar impactos graves das mudanças climáticas, diz um novo relatório da AIE, pedindo uma ação política imediata para mobilizar rapidamente financiamento maciço para alternativas de energia limpa ao carvão e garantir segurança, transições acessíveis e justas, especialmente em economias emergentes e em desenvolvimento. O novo relatório especial da IEA – Coal in Net Zero Transitions: Strategies for Rapid, Secure and People-Centered Change –

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O  hidrogênio acelera a transição energética nos países em desenvolvimento

Ricardo Puliti O hidrogênio de baixo carbono é um combustível único com alto potencial para enfrentar as mudanças climáticas e o desenvolvimento. Pode ajudar a acelerar a descarbonização de setores difíceis de reduzir, como a indústria pesada e o transporte global, ao mesmo tempo em que promove o crescimento sustentável no mundo em desenvolvimento. Os países de baixa e média renda estão emergindo como líderes na produção e exportação desse combustível único que pode expandir a segurança energética e alimentar,

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Como tomar boas decisões de investimentos

Julien Dias (*) Tomar uma decisão de investimento é algo muito importante. Todavia, sempre diz respeito ao desembolso de algum recurso  – tempo, esforço, dinheiro.  Qual seria, então, a melhor forma de decidir? Como mitigar os riscos e evitar perdas? Qual o melhor projeto e onde alocar recursos? Hoje, no Brasil, há uma grande dificuldade para angariar recursos financeiros, tanto públicos como no mercado de capitais. Além disso, existem inúmeros riscos. Entre esses, a ação do Ministério Público, as questões

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Energia hidrelétrica, uma fonte renovável gerada pelo ciclo da água

Por Ana Carolina Vieira Werle Noale Energia Com o aumento mundial do investimento nas fontes eólica e solar, os operadores de redes elétricas se veem diante da maneira por meio da qual será possível equacionar a intermitência dessas renováveis. Tanto a IEA (International Energy Agency) como a IRENA (International Renawable Energy Agency) não hesitam em apontar as hidrelétricas como uma alternativa. Hoje a energia hidrelétrica é considerada a maior fonte de energia renovável do mundo, com China, Brasil, Canadá, EUA

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A vida difícil das PCHs

Ricardo Pigatto (*)   Os paradoxos fazem parte da vida e convivemos com eles no dia-a-dia. Um desses paradoxos está no setor elétrico com viés ambiental. Ou melhor, na área ambiental com viés elétrico. As Pequenas Centrais Hidrelétricas, aquelas pequenas usinas de  1 a 30 MW, capazes de iluminar milhares de residências e de garantir suprimento de água com o uso múltiplo de seus reservatórios, além de garantir uma área de preservação permanente de 100metros de largura no entorno do

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Por que atualmente, no Brasil, o setor público e o privado têm adotado uma sigla da língua inglesa, ESG, como referência de gestão e estratégia

Valmor Alves (*) Cada letra da sigla ESG tem uma relação direta com o termo sustentabilidade. Seja todo e qualquer negócio, empresa, ou organização para ser sustentável  deve,  no mínimo, tentar aplicar em suas respectivas administrações e estratégias os cuidados  com três áreas resumidas nas iniciais ESG: ambientais  (Environment), social (Social) e governança (Governance). Há pouco tempo a responsabilidade dos gestores e diretores das empresas, era unicamente focada em resultados financeiros. O que vem ocorrendo, e de forma bastante acelerada,

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O Rio Grande do Sul na alça de mira dos exterminadores do futuro

Por Luiz Afonso dos Santos Senna (*) O Brasil não aprecia o planejamento. Optamos na maioria das vezes pelo improviso, pelo jeitinho, brasileiro. Se for  verdade que em algumas áreas isto pode até ser um diferencial associado à criatividade, no caso de infraestrutura não o é, sendo em verdade a evidência maior de incompetência sistêmica. Transporte é um dos segmentos da infraestrutura que mais demandam investimentos e aporte de gestão. O governo federal, através de órgãos como o DNIT, até

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Alta dos combustíveis trava a economia

Por Marcelo Patrus, CEO da Patrus Transportes O mais recente reajuste nos preços dos combustíveis, anunciado pela Petrobrás, causou perplexidade. O Brasil é um país continental cuja economia depende fortemente do transporte rodoviário. Cerca de 65% das cargas passam por rodovias, por meio de caminhões. Quando o preço dos combustíveis sobe, toda a economia é pressionada e impactada. A alimentação fica mais cara, o transporte, a saúde e a educação. Uma alternativa para sair da dependência do petróleo poderia ser

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Potência ou energia? Um falso dilema

  Edvaldo Santana (*)   O setor elétrico não consegue viver longe de polêmicas, parte delas motivada pelo desconhecimento, por interesses políticos ou as duas coisas juntas. Este é o caso da mais recente, a comercialização da potência, que surgiu de interpretação dada pelo ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU), para o caso dos ativos de geração da Eletrobras. Essas “interpretações”, em geral viesadas, são frutos de um grave problema de governança, no qual aspectos

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COP 26: compromissos ambientais insignificantes

Por Valmor Alves (*) Foi realizada em Glasgow na Escócia, no começo deste mês de novembro, a 26.ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. É papel da ONU, não apenas olhar os problemas globais, mas também trabalhar para o desenvolvimento de um planeta melhor, não somente em nível econômico, mas transformar em realidade a palavra mais pronunciada nas diversas conferências sobre mudanças climáticas, a mitigação. Há mais de trinta anos se fala em aquecimento global e os respectivos

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A infraestrutura disruptiva no RS:: A histórica oportunidade do Hyperloop

Luiz Afonso dos Santos Senna (*) Ao propor o Hyperloop, uma tecnologia para mobilidade em alta velocidade, Elon Musk acionou um amplo mecanismo de pesquisa e inovação que hoje mobiliza pesquisadores e técnicos de universidades e empresas em todo o mundo. Desde 2013, data de publicação do texto referencial, tem sido produzido um número expressivo de artigos científicos sobre o tema em diversas áreas do conhecimento. Porém, o mais impressionante é o fato que em menos de dez anos a

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Em tempos de crise hídrica, cada gota é preciosa

Jorge Ribeiro e Rafael Viapiana (*)  De acordo com o Balanço Energético Nacional de 2020, as usinas hidrelétricas são responsáveis por 64,9% da geração de energia elétrica no país, ou seja, o Brasil depende e muito das suas UHE’s, PCH’s e CGH’s para garantir sua necessidade energética. Ao contrário do que muitos pensam, não falta água no Brasil, mas capacidade de armazenamento   em abundância, ou seja, períodos chuvosos ou de menor consumo  para seu aproveitamento  em períodos mais secos ou

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A perversa equação do setor elétrico

Edvaldo Santana (*) Tenho observado duas características nas autoridades do setor elétrico. A primeira é a transparência. Os dados da crise estão disponíveis. E a segunda consiste no uso, em pronunciamentos e entrevistas, da primeira pessoa do plural. Nosso sistema de transmissão, nossas termelétricas, nossos reservatórios e nosso setor elétrico são os termos mais usuais. Um cacoete? É razoável essa forma se expressar. Mostra comprometimento. Porém, esses servidores públicos não falam nosso consumidor. Esquecem quem é a razão de ser

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Como o Brasil conseguiu encarecer sua energia elétrica

Roberto Pereira D´Araujo (*) Quem quiser cotejar sua fatura de energia com a de outros países, não deve usar o câmbio, pois se o dólar se eleva, sua conta continua cara. O certo é verificar o valor do kWh em relação a outros produtos e serviços. A Agência Internacional de Energia, usando o método de paridade do poder de compra, mostra-nos que já em 2018 o Brasil era o vice-campeão de carestia do kWh. Para um país de dimensões continentais,

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A crise energética e a MP 1031

Ademar Cury da Silva (*) Passados vinte anos, novamente o fantasma do racionamento abala as estruturas do setor elétrico brasileiro, com seus possíveis reflexos na economia, já combalida pela pandemia. Esta é a realidade atual, previsível e evitável, mas que, infelizmente, não foi prevista no planejamento do Setor Elétrico Brasileiro (SEB). Nas justificativas para a situação atual, autoridades e analistas chegaram a dizer que, apesar da crise, o SEB evoluiu e ficou mais robusto nos últimos anos, por ter reduzido

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Discurso de ministro deu a impressão de que basta nossa solidariedade para evitar um apagão

Elena Landau*, O Estado de S.Paulo Não é todo dia que um ministro fala em cadeia nacional. A gravidade da situação justifica. Esperava do ministro de Minas e Energia uma mensagem que passasse à população os riscos reais de racionamento. Não veio. Anunciou três frentes de ação: um apelo à sociedade para reduzir o desperdício no consumo de água e energia; o desenho de um programa voluntário para que a indústria desloque seus horários de produção, aliviando a pressão em momentos

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O negacionismo elétrico

✽ Edvaldo Santana O Estado de S. Paulo Há 15 anos, o setor elétrico é submetido a aventuras que o transformou em agregador de subsídios perversos. Cada governo marca sua presença com um desastre. A Medida Provisória (MP) 579 era, até esses dias, o erro mais grosseiro. A MP 1.031, de privatização da Eletrobrás, logo tomará seu lugar. Vi ontem, pela primeira vez, o apelo do governo, em princípio correto, para o uso racional da energia. Porém, o anúncio ressalta

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CGHs e PCHs garantem competitividade na comercialização de energia elétrica

Fábio Saldanha Faria (*) No Brasil existem incentivos para a geração de energia através de empreendimentos hidrelétricos, caracterizados como Central de Geração Hidrelétrica (CGH) e Pequena Central Hidrelétrica (PCH). As CGHs e PCHs atualmente possuem desconto de 50% aplicado a Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão e Distribuição (TUST/TUSD). Isso significa que os consumidores livres/especiais optantes por adquirir energia desses empreendimentos terão, junto a distribuidora conectada, os mesmos incentivos. A publicação da Lei nº 14.120 de 1º de março

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Uma Itaipu a ser aproveitada mediante uma visão estratégica do uso da água

(*) Por Claudio Girardi, Gabriel Cotta e Yuri Schmitke Uma boa oportunidade com ganhos sociais, ambientais, técnicos e financeiros surgiu com o advento da Lei nº 9.427/1996, que instituiu a Aneel, e inseriu-se em seu artigo 28 a disposição que criou a oportunidade para que os brasileiros, ainda que com pequeno capital, realizassem investimentos nos pequenos aproveitamentos hidrelétricos, denominados Pequenas Centrais Hidrelétricas (CH’s) e Centrais Geradoras Hidrelétricas       (CGH’s). Isso porque, antes da edição da referida Lei, os estudos

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O modelo adotado para expansão da geração de energia elétrica no Brasil

Roberto Zuch (*) A política de expansão da geração de energia elétrica adotada no Brasil nos últimos 12 anos foi baseada na chamada modicidade tarifária, um nome bonito e que soa bem para a população em geral que está cansada de ver os preços aumentarem em velocidade muito superior ao seu poder de compra. À época da sua implantação foi um modelo com bastante apelo popular e de fácil aceitação. Consiste basicamente em retirar quaisquer atributos técnicos da equação e

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O aquecimento global e os créditos de carbono

Valmor Alves  (*) Desde o início da revolução industrial, o mundo usa a energia de forma incremental per capita. Além do crescimento populacional, neste período, ocorreu também um aumento significativo de energia de compostos à base de carbono. O crescimento da população mundial graças ao avanço da ciência e, em especial, da medicina, nos últimos 100 anos – um piscar de olhos na linha do tempo da evolução humana -, é de aproximadamente cinco vezes,  hoje em torno de 7,5

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Ninguém quer ‘taxar o sol’, mas quem vai pagar a conta?

Ninguém quer ‘taxar o sol’, mas quem vai pagar a conta? Empresários e os consumidores de alta renda, que têm dinheiro para comprar painéis solares, são os que vêm ganhando com a atual política de subsídios Elena Landau*, O Estado de S. Paulo   O Brasil tem uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo; renováveis representam 83% do total. Água, vento e sol em abundância. E o gás natural vai substituindo o uso de óleo combustível na geração de energia,

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Alcançar uma rápida redução nas emissões globais de carvão é o desafio central para atingir as metas climáticas internacionais

O mundo deve agir rapidamente para reduzir significativamente as emissões de dióxido de carbono do carvão, a fim de evitar impactos graves das mudanças climáticas, diz um novo relatório da AIE, pedindo uma ação política imediata para mobilizar rapidamente financiamento maciço para alternativas de energia limpa ao carvão e garantir segurança, transições acessíveis e justas, especialmente em economias emergentes e em desenvolvimento. O novo relatório especial da IEA – Coal in Net Zero Transitions: Strategies for Rapid, Secure and People-Centered Change –

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O  hidrogênio acelera a transição energética nos países em desenvolvimento

Ricardo Puliti O hidrogênio de baixo carbono é um combustível único com alto potencial para enfrentar as mudanças climáticas e o desenvolvimento. Pode ajudar a acelerar a descarbonização de setores difíceis de reduzir, como a indústria pesada e o transporte global, ao mesmo tempo em que promove o crescimento sustentável no mundo em desenvolvimento. Os países de baixa e média renda estão emergindo como líderes na produção e exportação desse combustível único que pode expandir a segurança energética e alimentar,

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Como tomar boas decisões de investimentos

Julien Dias (*) Tomar uma decisão de investimento é algo muito importante. Todavia, sempre diz respeito ao desembolso de algum recurso  – tempo, esforço, dinheiro.  Qual seria, então, a melhor forma de decidir? Como mitigar os riscos e evitar perdas? Qual o melhor projeto e onde alocar recursos? Hoje, no Brasil, há uma grande dificuldade para angariar recursos financeiros, tanto públicos como no mercado de capitais. Além disso, existem inúmeros riscos. Entre esses, a ação do Ministério Público, as questões

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Energia hidrelétrica, uma fonte renovável gerada pelo ciclo da água

Por Ana Carolina Vieira Werle Noale Energia Com o aumento mundial do investimento nas fontes eólica e solar, os operadores de redes elétricas se veem diante da maneira por meio da qual será possível equacionar a intermitência dessas renováveis. Tanto a IEA (International Energy Agency) como a IRENA (International Renawable Energy Agency) não hesitam em apontar as hidrelétricas como uma alternativa. Hoje a energia hidrelétrica é considerada a maior fonte de energia renovável do mundo, com China, Brasil, Canadá, EUA

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A vida difícil das PCHs

Ricardo Pigatto (*)   Os paradoxos fazem parte da vida e convivemos com eles no dia-a-dia. Um desses paradoxos está no setor elétrico com viés ambiental. Ou melhor, na área ambiental com viés elétrico. As Pequenas Centrais Hidrelétricas, aquelas pequenas usinas de  1 a 30 MW, capazes de iluminar milhares de residências e de garantir suprimento de água com o uso múltiplo de seus reservatórios, além de garantir uma área de preservação permanente de 100metros de largura no entorno do

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Por que atualmente, no Brasil, o setor público e o privado têm adotado uma sigla da língua inglesa, ESG, como referência de gestão e estratégia

Valmor Alves (*) Cada letra da sigla ESG tem uma relação direta com o termo sustentabilidade. Seja todo e qualquer negócio, empresa, ou organização para ser sustentável  deve,  no mínimo, tentar aplicar em suas respectivas administrações e estratégias os cuidados  com três áreas resumidas nas iniciais ESG: ambientais  (Environment), social (Social) e governança (Governance). Há pouco tempo a responsabilidade dos gestores e diretores das empresas, era unicamente focada em resultados financeiros. O que vem ocorrendo, e de forma bastante acelerada,

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O Rio Grande do Sul na alça de mira dos exterminadores do futuro

Por Luiz Afonso dos Santos Senna (*) O Brasil não aprecia o planejamento. Optamos na maioria das vezes pelo improviso, pelo jeitinho, brasileiro. Se for  verdade que em algumas áreas isto pode até ser um diferencial associado à criatividade, no caso de infraestrutura não o é, sendo em verdade a evidência maior de incompetência sistêmica. Transporte é um dos segmentos da infraestrutura que mais demandam investimentos e aporte de gestão. O governo federal, através de órgãos como o DNIT, até

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Alta dos combustíveis trava a economia

Por Marcelo Patrus, CEO da Patrus Transportes O mais recente reajuste nos preços dos combustíveis, anunciado pela Petrobrás, causou perplexidade. O Brasil é um país continental cuja economia depende fortemente do transporte rodoviário. Cerca de 65% das cargas passam por rodovias, por meio de caminhões. Quando o preço dos combustíveis sobe, toda a economia é pressionada e impactada. A alimentação fica mais cara, o transporte, a saúde e a educação. Uma alternativa para sair da dependência do petróleo poderia ser

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Potência ou energia? Um falso dilema

  Edvaldo Santana (*)   O setor elétrico não consegue viver longe de polêmicas, parte delas motivada pelo desconhecimento, por interesses políticos ou as duas coisas juntas. Este é o caso da mais recente, a comercialização da potência, que surgiu de interpretação dada pelo ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU), para o caso dos ativos de geração da Eletrobras. Essas “interpretações”, em geral viesadas, são frutos de um grave problema de governança, no qual aspectos

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COP 26: compromissos ambientais insignificantes

Por Valmor Alves (*) Foi realizada em Glasgow na Escócia, no começo deste mês de novembro, a 26.ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. É papel da ONU, não apenas olhar os problemas globais, mas também trabalhar para o desenvolvimento de um planeta melhor, não somente em nível econômico, mas transformar em realidade a palavra mais pronunciada nas diversas conferências sobre mudanças climáticas, a mitigação. Há mais de trinta anos se fala em aquecimento global e os respectivos

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A infraestrutura disruptiva no RS:: A histórica oportunidade do Hyperloop

Luiz Afonso dos Santos Senna (*) Ao propor o Hyperloop, uma tecnologia para mobilidade em alta velocidade, Elon Musk acionou um amplo mecanismo de pesquisa e inovação que hoje mobiliza pesquisadores e técnicos de universidades e empresas em todo o mundo. Desde 2013, data de publicação do texto referencial, tem sido produzido um número expressivo de artigos científicos sobre o tema em diversas áreas do conhecimento. Porém, o mais impressionante é o fato que em menos de dez anos a

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Em tempos de crise hídrica, cada gota é preciosa

Jorge Ribeiro e Rafael Viapiana (*)  De acordo com o Balanço Energético Nacional de 2020, as usinas hidrelétricas são responsáveis por 64,9% da geração de energia elétrica no país, ou seja, o Brasil depende e muito das suas UHE’s, PCH’s e CGH’s para garantir sua necessidade energética. Ao contrário do que muitos pensam, não falta água no Brasil, mas capacidade de armazenamento   em abundância, ou seja, períodos chuvosos ou de menor consumo  para seu aproveitamento  em períodos mais secos ou

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A perversa equação do setor elétrico

Edvaldo Santana (*) Tenho observado duas características nas autoridades do setor elétrico. A primeira é a transparência. Os dados da crise estão disponíveis. E a segunda consiste no uso, em pronunciamentos e entrevistas, da primeira pessoa do plural. Nosso sistema de transmissão, nossas termelétricas, nossos reservatórios e nosso setor elétrico são os termos mais usuais. Um cacoete? É razoável essa forma se expressar. Mostra comprometimento. Porém, esses servidores públicos não falam nosso consumidor. Esquecem quem é a razão de ser

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Como o Brasil conseguiu encarecer sua energia elétrica

Roberto Pereira D´Araujo (*) Quem quiser cotejar sua fatura de energia com a de outros países, não deve usar o câmbio, pois se o dólar se eleva, sua conta continua cara. O certo é verificar o valor do kWh em relação a outros produtos e serviços. A Agência Internacional de Energia, usando o método de paridade do poder de compra, mostra-nos que já em 2018 o Brasil era o vice-campeão de carestia do kWh. Para um país de dimensões continentais,

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A crise energética e a MP 1031

Ademar Cury da Silva (*) Passados vinte anos, novamente o fantasma do racionamento abala as estruturas do setor elétrico brasileiro, com seus possíveis reflexos na economia, já combalida pela pandemia. Esta é a realidade atual, previsível e evitável, mas que, infelizmente, não foi prevista no planejamento do Setor Elétrico Brasileiro (SEB). Nas justificativas para a situação atual, autoridades e analistas chegaram a dizer que, apesar da crise, o SEB evoluiu e ficou mais robusto nos últimos anos, por ter reduzido

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Elena Landau*, O Estado de S.Paulo Não é todo dia que um ministro fala em cadeia nacional. A gravidade da situação justifica. Esperava do ministro de Minas e Energia uma mensagem que passasse à população os riscos reais de racionamento. Não veio. Anunciou três frentes de ação: um apelo à sociedade para reduzir o desperdício no consumo de água e energia; o desenho de um programa voluntário para que a indústria desloque seus horários de produção, aliviando a pressão em momentos

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✽ Edvaldo Santana O Estado de S. Paulo Há 15 anos, o setor elétrico é submetido a aventuras que o transformou em agregador de subsídios perversos. Cada governo marca sua presença com um desastre. A Medida Provisória (MP) 579 era, até esses dias, o erro mais grosseiro. A MP 1.031, de privatização da Eletrobrás, logo tomará seu lugar. Vi ontem, pela primeira vez, o apelo do governo, em princípio correto, para o uso racional da energia. Porém, o anúncio ressalta

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CGHs e PCHs garantem competitividade na comercialização de energia elétrica

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(*) Por Claudio Girardi, Gabriel Cotta e Yuri Schmitke Uma boa oportunidade com ganhos sociais, ambientais, técnicos e financeiros surgiu com o advento da Lei nº 9.427/1996, que instituiu a Aneel, e inseriu-se em seu artigo 28 a disposição que criou a oportunidade para que os brasileiros, ainda que com pequeno capital, realizassem investimentos nos pequenos aproveitamentos hidrelétricos, denominados Pequenas Centrais Hidrelétricas (CH’s) e Centrais Geradoras Hidrelétricas       (CGH’s). Isso porque, antes da edição da referida Lei, os estudos

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Ninguém quer ‘taxar o sol’, mas quem vai pagar a conta?

Ninguém quer ‘taxar o sol’, mas quem vai pagar a conta? Empresários e os consumidores de alta renda, que têm dinheiro para comprar painéis solares, são os que vêm ganhando com a atual política de subsídios Elena Landau*, O Estado de S. Paulo   O Brasil tem uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo; renováveis representam 83% do total. Água, vento e sol em abundância. E o gás natural vai substituindo o uso de óleo combustível na geração de energia,

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